Durante assembleia realizada em frente à Câmara Municipal de Taubaté, SP, na quarta-feira, 13, os trabalhadores da fábrica da Ford instalada nesse município do interior paulista decidiram promover uma audiência pública na Assembleia Legislativa de São Paulo em defesa dos empregos na montadora.

Por conta das restrições da pandemia da Covid-19, o evento – programado para a próxima quarta-feira, 20 – ocorrerá de forma virtual com transmissão da TV Alesp. Segundo o presidente do Sindmetau, Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e Região, Cláudio Batista, o objetivo da audiência pública é buscar um envolvimento maior do Governo do Estado na busca pela preservação dos empregos ou de alguma outra saída para o fechamento da fábrica da Ford em Taubaté.

“Além disso, os trabalhadores não vão sair da porta da empresa. Precisamos permanecer na luta para garantir os empregos”, destacou Batista. Na avaliação do o deputado estadual Teonilio Barba (PT), a audiência é mais um instrumento de luta para debater a gravidade da ação da montadora.

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Presente na assembleia de ontem, o presidente da CUT Brasil, Sérgio Nobre, disse que as centrais irão articular reuniões com os três governadores dos estados onde a Ford está instalada: São Paulo, Bahia e Ceará. “Toda pressão é necessária neste momento. O País está se desindustrializando porque o governo está incentivando a desindustrialização”, afirmou.

Também o presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM/CUT), Paulo Cayres, esteve na  assembleia realizada em Taubaté, quando informou que as centrais sindicais vão se unir para conversar com os governos e buscar soluções que reduzam o impacto do fechamento das fábricas da Ford no Brasil.


Foto: Divulgação/Sindimetau