Devido à paralisação das montadoras em meados do primeiro semestre do ano passado por causa da Covid-19, o desempenho de todos os elos da cadeia automotiva acaba sendo altamente favorecido agora em 2021 pela distorcida base de comparação. É o que acontece com as empresas de autopeças, que registram alta de 92,9% na receita líquida dos primeiros cinco meses do ano frente ao mesmo período de 2020.

Mas outros indicativos deixam claro que a indústria brasileira de componentes automotivos segue em processo de recuperação. A variação acumulada nos 12 meses até maio indica expansão de 27,3% no faturamento total do setor sobre idêntico intervalo anterior, com altas de 23,1% para as montadoras e de 36,5% para o mercado de reposição. As exportações cresceram 5,9% em dólares e 35,6% em reais.

“A indústria de autopeças tem conseguido manter bons resultados apesar das restrições no fornecimento de componentes e matérias-primas enfrentadas pelas montadoras”, destaca o Sindipeças no relatório da pesquisa conjuntural divulgado nesta quinta-feira, 15.

De acordo com a entidade, a criação de empregos no setor apresentou variação positiva de 0,8% no quinto mês do ano sobre abril e de 7,3% em relação a maior de 2020. Na comparação do acumulado de 12 meses, no entanto, a variação segue negativa em 5%.

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Em maio, particularmente, a receita líquida teve aumento de 6,1% frente ao mês anterior, devolvendo boa parte da retração sofrida em abril, de 7% sobre março. Na comparação mensal, as vendas para as montadoras foram ampliadas em 11,7$ e as destinadas ao aftermarket subiram 2,45%. As exportações, em contrapartida, caíram 4,8% em dólares, reflexo da queda na produção de veículos na Argentina, principal comprador das autopeças brasileiras.


 

Foto: Divulvação/Automec 2019