A Fiat e a Volkswagen mantiveram as duas posições no ranking das marcas mais vendidas em setembro, mesmo posição que também ocupam no acumulado do ano. A General Motors, que chegou a ocupar a sétima colocação em meados do ano por causa da paralisação das suas operações em Gravataí, RS, aparece em terceiro lugar, posição que vinha ocupando até abril.

Vale lembrar que a Chevrolet vinha dominando o mercado nos últimos anos e fechou 2020 na liderança. Só que entre abril e agosto a GM paralisou por completo suas operações de Gravataí, RS, onde produz a nova geração do Onix, deixando a rede sem o produto que é seu carro-chefe. Agora a marca tenta recuperar terreno perdido e já anunciou que a partir deste mês todas as suas fábricas estarão operando em dois turnos.

As vendas da Fiat totalizaram 29 mil unidades em setembro, o equivalente a uma participação de 20,3%, A Volkswagen emplacou quase 21 mil unidades, com penetração de 14,7%. A Chevrolet, por sua vez, atingiu 18 mil licenciamentos, fatia de 12,6%. No total, foram emplacados em setembro 143,1 mil automóveis e comerciais leves, volume 6% inferior ao de agosto (149 mil)

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Na sequência do ranking por marcas do mês passado vêm Hyundai (1,5 mil unidades e participação de 10,1%), Toyota (12,5 mil e 8,8%), Jeep (11,4 mil e 8%), Honda (7,7 mil e 5,4%) e Renault (5,7 mil e 4%). No ranking do acumulado do ano as seis marcas mais vendidas e suas respectivas participações são Fiat (22,7%), Volkswagen (15,5%), Chevrolet (10,9%), Hyundai (9,5%), Toyota (8,6%) e Jeep (7,6%).

Apesar de a GM ter sido a mais atingida até agora pela falta de semicondutores, todas as montadoras vêm enfrentando dificuldades em maior ou menor proporção. Fiat e Renault  acabam de fechar acordo para implantação de lay-off e também PDV, Programa de Demissão Voluntária) no caso da marca francesa, por causa desse problema.

Nesse contexto todo, a empresa que tem se saído melhor e ganhado mais espaço é a Stellantis, conglomerado oficializado no início deste ano que reúne Fiat, Jeep, Peugeot e Citroën, dentre outras marcas. O grupo acumulou 485,5 mil emplacamento no Brasil de janeiro a setembro, com 32,9% de participação, ou seja, responde por praticamente 1/3 do mercado local.