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VW amplia vantagens para quem aderir ao PDV na fábrica de SBC

Empresa alega ter um excedente de 450 trabalhadores, mas garante estabilidade até 2025 para quem não aderir ao programa

Os trabalhadores da fábrica de São Bernardo do Campo, SP, da Volkswagen aprovaram mudanças no acordo coletivo que garante estabilidade de emprego até 2025. De um lado houve redução no índice de reajuste salarial a ser aplicado na data-base em março e, de outro, a empresa ampliou os benefícios para quem aderir ao PDV, Programa de Demissão Voluntária.

Segundo comunicado do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, o PDV, que antes garantia entre 25 e 35 salários, dependendo do tempo de casa do trabalhador, passará a oferecer entre 35 a 45 salários. Com relação ao aumento de salários, ficou acertada a aplicação do INPC do período menos 4,5%.

Do porcentual a menos, 1,5% já estava previsto no acerto anterior e 3% referem-se ao pagamento do convênio médico, que será totalmente quitado pela empresa, ou seja, o trabalhador não terá mais gastos com esse benefício.

A negociação foi realizada para evitar demissões e as mudanças foram aprovadas em assembleia realizada na tarde de terça-feira, 14. A Volkswagen confirma os termos do novo acordo, mas informa que o excedente de pessoal, em decorrência do fechamento do terceiro turno, é de 450 trabalhadores e não 2.350 conforme informou o sindicato.

De acordo com a montadora, os 1.900 funcionários que estão em layoff vão retornar ao trabalho assim que houver regularização no fornecimento dos semicondutores. Ou seja, não há um excedente nesse caso.

O presidente do Sindicato do ABC, Wagner Santana, admitiu que essa crise de abastecimento foi decisiva para o encaminhamento da renegociação de alguns termos do acordo coletivo. “É essa condição que nos traz aqui, os próximos meses serão extremante críticos na Volkswagen. Tem parada na planta de Taubaté e a produção diminuiu em São Bernardo do Campo”.

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Segundo o sindicalista, não há perspectiva de retomada do terceiro turno pelo menos até o segundo semestre de 2023. D”iante dessa situação, nosso papel como sindicato é nos antever aos problemas e tentar resolver de forma que dê alguma tranquilidade ao trabalhador”.


Foto: Divulgação/VW

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Publicado por
Redação AutoIndústria

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