Se a eletrificação dos veículos mau começou no Brasil e está restrita ainda quase que exclusivamente a modelos importados, pelo mundo afora o desenvolvimento dessa tecnologia tem um bom e longo caminho percorrido. Em alguns casos, como o da Toyota, já completou 25 anos e 20 milhões de automóveis circulando em diversos mercados.

Nessas duas décadas e meia, calcula a Toyota, essa gigantesca frota de eletrificados evitou que algo como 160 milhões de toneladas de CO2 fossem emitidas na atmosfera e que 65 bilhões de litros de combustível fóssil deixaram de ser consumidos. Os números levam em conta a distância média de percurso, a taxa de eficiência dos veículos em cada país e o fator de conversão de emissões de carbono.

Perto de 40% do total, 8 milhões, foram vendidos no Japão. Os países da América do Norte, Estados Unidos em especial, compraram outros 5 milhões, os da Europa mais 4 milhões e todos os demais países cerca de 1,7 milhão de unidades.

O primeiro modelo híbrido Toyota vendido em larga escala, o Prius, chegou às revendas japonesas em 1997 e ainda hoje é um dos destaques globais na marca, com 5,77 milhões de unidades negociadas desde então. O Corolla em diversas versões alcançou 2,23 milhões, enquanto o utilitário esportivo RAV4 aparece como o terceiro mais negociado, com 1,38 milhão de unidades.

Atualmente, a montadora japonesa tem um farto cardápio de 48 modelos híbridos — cinco deles plug-in —, 8 elétricos a bateria e 2 a célula de combustível. A ideia é ter produtos e tecnologias mais adequados a diferentes mercados, justifica a montadora. Um exemplo são os Corolla e Corolla Cross brasileiros, os primeiros veículos híbridos do mundo que rodam com motor gasolina e, por razões óbvias, também a etanol.

No Brasil, o mercado total de veículos eletrificados ainda é tímido: 35 mil unidades em 2021, apenas 1,8% do mercado de automóveis e comerciais leves. Não fosse a Toyota, porém, seria ainda menor, já que  a marca respondeu por mais da metade dos licenciamentos de modelos movidos total ou parcialmente a eletricidade.

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A montadora já negociou aqui 50,7 mil eletrificados desde 2013, quando o Prius foi apresentado. Os modelos nacionais somaram 35 mil unidades, c desde a chegada da tecnologia híbrida flex em setembro de 2019 e que estreou no sedã.

Em entrevista exclusiva ao AutoIndústria, em outubro de 2021, Masahiro Inoue, presidente da montadora na América do Sul e Caribe, assegurou que paulatinamente todos os veículos da marca produzidos no Brasil terão algum nível de eletrificação.

Em princípio, as Toyota tem como prazo e ritmo para a substituição dos motores exclusivamente a combustão por unidades eletrificadas o próprio ciclo de vida dos atuais modelos. Ou seja, em cerca de seis anos.

 


Foto: Divulgação

George Guimarães
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