A indúsfria de autopeças registra no acumulado de janeiro a agosto um aumento de 21,4% nas exportações e de 17,9% nas importações. As vendas para oexterior chegaram a US$ 5,33 bilhões, enquanto as compras de outros países atingiram US$ 13,23 bilhões nos primeiros meses do ano

Com isso, o déficit comercial do setor no acumulado do ano ficou em US$ 7,9 bilhões, com variação positiva de 15,6% frente a igual período do ano passado (US$ 6,85 bilhões), conforme relatório da balança comercial publicado pelo Sindipeças em seu site esta semana.

Segundo a entidade, as exportações em agosto totalizaram US$ 817,5 milhões, o melhor resultado de 2022 até agora. Tal valor representou crescimento de 31,5% na comparação interanual e de 16% em relação a julho. No caso das importações, o valor em agosto superou US$ 1,87 bilhão, com alta de 21,7% sobre o mesmo mês de 2021 (US$ 1,54 bilhã;o) e de 10,6% sobre julho.

“Apesar das restrições impostas devido ao nível residual das reservas cambiais, a Argentina prossegue como
principal destino das autopeças fabricadas no Brasil”, informa o Sindipeças.

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A participação do país vizinho alcançou 36% até agosto, com as compras de autopeças brasileiras chegando a US$ 1,9 bilhão, valor 45,6% superior ao do mesmo período do ano passado (US$ 1,3 bilhão). Na sequência do ranking dos países que mais compram do Brasil vêm Estados Unidos e México, com exportações este ano de, respectivamente, US$ 863 milhões e US$ 490,5 milhões.

Do lado das importações, a China marcou participação de 16,1% no ano. O país asiático entregou ao mercado brasileiro mais de US$ 2,1 bilhões em autopeças, volume 18,8% superior do registrado no mesmo período de 2021. Os Estados Unidos ocuparam a segunda colocação nesse rangking, com US$ 1,59 bilhão, e a Alemanha aparece em terceiro lugar, com US$ 1,32 bilhão.


Foto: Divulgação/thyssenkrypp

 

Alzira Rodrigues
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