Indústria

ABVE e Abeifa criticam barreiras à importação dos eletrificados

A volta do imposto em janeiro prejudica o planejamento dos importadores para 2024

Anunciada na sexta-feira, 10, a decisão do governo de retomar a cobrança do imposto de importação de veículos elétricos, híbridos e híbridos plug-in a partir de janeiro repercutiu no setor automotivo, com posições a favor, como da Anfavea, e também contrárias, como as da Abeifa e ABVE.

Em nota, a ABVE, Associação Brasileira de Veículos Elétricos, argumentou que a medida foi intempestiva: “Ela foi anunciada antes de o próprio governo ter definido qual será a futura política automotiva brasileira, já que a MP sobre o novo programa Inovação-Mover (que substituirá o Rota 2030) ainda nem foi enviada ao Congresso Nacional”.

LEIA MAIS

Híbridos e elétricos: Anfavea apoia volta do imposto de importação.

Veículos eletrificados voltam a pagar imposto de importação em janeiro

Na avaliação do presidente da ABVE, Ricardo Bastos, a volta da alíquota de importação atende principalmente ao lobby das associações que defendem os combustíveis fósseis e não aos interesses dos consumidores e da sociedade brasileira, “que apoiam um transporte moderno e não poluente”.

Sobre as cotas de importação de veículos elétricos e híbridos anunciadas pelo governo, a associação as considera “insignificantes” diante dos planos de investimentos em produção local já divulgados por diferentes empresas, entre as quais as chinesas GWM e BYD.

A posição da Abeifa 

Também em nota, a Abeifa, entidade que representa importadores e alguns fabricantes locais, se posicionou contrária à implantação do sistema de cotas. Disse ser a favor do projeto de neoindustrialização defendido pelo governo, mas questionou a proposição de aplicação imediata da alíquota de importação, já a partir de janeiro.

Mesmo considerado que os 35% válidos para os veículos a combustão só vai contemplar os eletrificados em julho de 2026, a vigência da alíquota de 12% já em janeiro é por demais punitiva aos importadores:

“As nossas associadas já estruturaram seu planejamento estratégico/comercial para o próximo ano, além de ter produção em andamento em suas matrizes, unidades em trânsito por via marítima e até compromissos já firmados com as redes autorizadas de concessionárias para os primeiros meses do ano vindouro”, lembrou a Abeifa.

A entidade ressaltou, por fim, que sempre defendeu a prática do livre comércio com os demais países produtores de veículos automotores, por entender que, só assim, o Brasil pode desfrutar das tecnologias setoriais mais atualizadas.


 

Compartilhar
Publicado por
Redação AutoIndústria

Notícias recentes

Exportações de veículos acumulam queda de 20% até maio

Embarques para Argentina, o maior mercado, recuaram mais de 30% nos cinco primeiros meses

% dias atrás

Lula lança Move Brasil – Entregadores e Motoapp

O prazo de financiamento é de 48 meses, com dois de carência. Mulheres pagarão juros…

% dias atrás

Estoque beira 500 mil veículos, 329 mil importados

Compras na China cresceram expressivos 86,6% este ano, enquanto carros argentinos perdem espaço no Brasil

% dias atrás

Produção de caminhões ganha mais ritmo em maio

Baixas persistem em relação aos volumes do ano passado, mas devem receber contribuição com o…

% dias atrás

Com 4,3 mil contratações no ano, produção supera 1,1 milhão de veículos

Aumento da oferta sobre 2025 é de 7,1%. Só em maio foram criadas 1.100 novas…

% dias atrás

Hyundai lança i20 no Brasil e cria ponte entre hatchbacks e SUVs compactos

Novo modelo produzido em Piracicaba chega ao mercado em seis versões, com preços entre R$…

% dias atrás