Ao invés de alta, vendas externas caem 10%. Compras lá fora, que seriam estáveis, sobem 7%.

Além de revisar para cima a projeção de investimentos para este ano, o Sindipeças alterou outros indicativos, especialmente os relativos às exportações e importações.
Em fevereiro, a estimativa era de alta de 8% nas vendas externas – de US$ 9 bilhões para US$ 9,74 bilhões – e de números bem próximos à estabilidade nas importações – US$ 18,77 bilhões e US$ 18,96 bilhões, respectivamente, pequena elevação de 1%.
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Agora, o Sindipeças estimativa que as exportações vão cair 10%, passando de US$ 9 bilhões para US$ 8,12 bilhões, e as importações crescerão 7%, de US$ 18,77 bilhões para US$ 20,09 bilhões. Nos dois casos, há uma reversão das tendências verificadas no ano passado.
No nas vendas externas, a queda esperada agora deve-se principalmente à crise vivida na Argentina, o principal mercado das autopeças brasileiras que estão reduzindo compras este ano. A participação do país vizinho nas exportações da indústria brasileira de autopeças é da ordem de 36% ou 37%, ou seja, qualquer movimento lá afeta os negócios aqui.
Com relação às importações, o Sindipeças apresenta dois fatores que estão gerando aumento das compras no exterior. As próprias montadoras estão importando mais em função da transição energética e o maior volume de modelos eletrificados chegando ao país tem demandado aumento da compra de peças de reposição.
Baterias utilizadas nos híbridos, por exemplo, não são fabricadas no Brasil. E além da produção de modelos do gênero já existente, como é o caso da Toyota e Caoa Chery, outras montadoras prometem lançamentos para este ano. Já confirmado, por exemplo, um híbrido flex da Stellantis.
Com relação aos demais itens das projeções, foi mantida estimativa de alta de 4% no faturamento, de R$ 239,9 bilhões para RS$ 249,5 bilhões. Apenas houve alteração nos valores porque o Sindipeças atualizou a receita líquida de 2023, antes estimada em R$ 238,2 bilhões.
No que diz respeito ao nível de emprego, está mantida projeção de crescimento de 2%, para 293,2 mil para 288,9 mil postos de trabalho.
Foto: Pixabay
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