Mercado

Com estoque de 42 mil carros, marcas chinesas intensificam promoções

BYD promove Semana do Elétrico, com bônus de até R$ 36 mil para o Seal

Pelas últimas estimativas obtidas pela Anfavea, janeiro fechou com 42.844 veículos eletrificados chineses em estoque nos portos e pátios de distribuição no Brasil.

Houve redução em relação a setembro, quando chegou a quase 80 mil, mas ainda é um número elevado frente ao volume de vendas das marcas que trouxeram esses modelos para cá para fugir da alta do Imposto de Importação de eletrificados praticada em julho do ano passado e janeiro deste ano.

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Como já era previsto no varejo automotivo, as promoções para desovar estoques se intensificaram agora em fevereiro. A BYD anunciou a promoção Semana do Elétrico, que se estende até domingo, 16, com taxa zero e bônus de R$ 10 mil até R$ 36 mil, dependendo do modelo.

A GWM não tem campanha de âmbito nacional, mas anuncia no seu principal canal de venda, o Mercado Livre, carregador wallbox gratuíto na compra do Haval H6, além de bônus de até R$ 15 mil no usado. Concessionárias da marca oferecem bônus de R$ 10 mil sobre a nota fiscal na compra de um 0 km, além da taxa zero com entrada de 60%.

No caso da BYD, o Dolphin Mini e  o GS têm taxa de 0,99%, enquanto o Dolphin Plus está sendo comercializado com taxa zero e bônus varejo de R$ 15 mil.

O bônus é de R$ 10 mil para o Yuan Pro e de R$ 36 mil para o Seal. Além disso, está sendo oferecido gratuitamente o carregador wallbox + carregador portátil para os consumidores que adquirirem os modelos Dolphin Mini (4 ou 5 lugares), Dolphin GS e Yuan Pro.

Em janeiro, a BYD vendeu total de 6,6 mil carros, ocupando a 9ª colocação no ranking das marcas mais vendidas no Brasil, e a GWM quase 2,6 mil, na 14ª colocação, conforme dados da Fenabrave.

Movimento previsto

O consultor Cássio Pagliarini, da Bright Consulting, comenta que em função dos altos estoques anunciados pela Anfavea no ano pasado, esse movimento de promoções já era esperado para este início de ano.

“Os estoques reduziram, mas ainda são muitos carros a espera de comprador”, comenta.

Além das marcas chinesas, também há algumas com operações locais que estão com campanha de varejo, caso da Citroën, que tinha objetivos ambiciosos de venda que não se concretizaram, e outras, como a Nissan, que estão para lançar nova geração de alguns modelos e, por isso, investem na venda dos modelos em estoque.

Sobre o mercado como um todo, o consultor acredita em desaceleração de alta este ano: “Se 2024 cresceu 14% versus 2023, nós acreditamos que a evolução de 2025 sobre 2024 não deverá ultrapassar 6%. O mercado começou o ano crescendo menos e essa tendência continua em fevereiro”.


Fotos: Divulgação/BYD

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Publicado por
Alzira Rodrigues

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