Indústria

Vendas de veículos da Tesla “derretem” na Europa

Enquanto licenciamentos de elétricos a bateria cresceram 28% até março, marca amarga recuo de 37%

Se a participação ativa no governo Trump e sua atuação política pode render, lá na frente, ganhos para seus negócios nos Estados Unidos, desde já Elon Musk está vendo o outro lado da moeda fora das fronteiras estadunidenses. As vendas da Tesla no mercado europeu estão “derretendo” como poucas vezes visto na história de grandes montadoras globais.

Em meio a crescimento das vendas de veículos elétricos — chineses em particular —, os licenciamentos de modelos da Tesla caíram novamente em abril e pelo quarto mês consecutivo. O balanço só do primeiro trimestre mostra  as dificuldades que Musk terá de reverter na Europa: ante o avanço de 28% das vendas de elétricos, a Tesla registrou queda de nada menos do que 37%.

Em alguns mercados o tombo da Tesla, que já conta com o reforço do Modelo Y atualizado e produzido na Alemanha, foi muito maior em abril. De 81% na Suécia — somente 203 unidades, pior resultado desde outubro de 2022 —, 74% na Holanda, 67% na Dinamarca e de 59% na França. Já não são poucos os descontos e incentivos nesses e outros mercados para evitar números ainda piores.

A participação de mercado de carros elétricos a bateria atingiu 15,2% no primeiro trimestre de 2025, segundo a Acea, a associação das montadoras europeias. Embora ainda abaixo do desejado, está bem acima dos 12% registrados em igual período de 2024.

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No período, foram negociados 413 mil unidades, crescimento de 23,9% na mesma comparação. Destaque para a Alemanha, maior mercado individual de veículos da Europa, onde os negócios com os elétricos aumentaram 39%.

Apesar do avanço dos modelos integralmente movidos a bateria, a “bola da vez” na União Europeia são mesmo os híbridos. Eles responderam por 35% do total negociado nos três primeiros meses de 2025, quando cresceram 20,7%, para 964 mil unidades, com os principais mercados avançando de forma significativa: França (+47,5%), Espanha (+36,6%), Itália (+15,3%) e Alemanha (+10,5%).


Foto: Divulgação

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Redação AutoIndústria

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