O crescimento das vendas de veículos leves em maio, da ordem de 8,8% sobre abril, com respectivamente 214,4 mil e 197 mil emplacamentos, se deve principalmente às vendas diretas. O varejo vem sofrendo retração no tíquete médio e o presidente da Fenabrave, Arcelio Junior, diz estar preocupado com os resultados dos próximos meses.

“O mercado cresceu muito por conta dos faturamentos diretos, de empresas que estão em processo de renovação de suas frotas. Já o varejo vem sofrendo retração do tíquete médio dos financiamentos, mostrando que o consumidor está sentindo o impacto das taxas de juros e o recente aumento do IOF”, comentou o empresário, ao admitir preocupação com o comportamento futuro do mercado.]

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No acumulado do ano, o mercado de veículos leves atingiu 929,1 mil unidades, alta de 6,2% sobre as 874 mil do mesmo período de 2024. 

A participação das vendas diretas no mercado de leves atingiu 52,6% em maio, ante o índice de 49,2% de abril. Os negócios no atacado totalizaram, assim, 113 mil unidades, alta de 12,8% sobre abril (110,1 mil).  Já as compras nas concessionaŕias, aqueles feitas pelo consumidor comum, cresceram apenas 4,5%, de 96,9 mil para 101,4 mil.

O presidente da Fenabrave diz haver dados positivos, como o crescimento do PIB no primeiro trimestre, o bom desempenho do  agronegócio e a desaceleração da inflação.

“No entanto, a elevação da taxa Selic, para 14,75% ao ano, o maior nível em quase duas décadas, assim como a recém anunciada elevação do IOF devem impactar negativamente, encarecendo o crédito automotivo para os próximos meses”, avalia Arcelio Jr.

 

Alzira Rodrigues
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