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Com ex-tarifário, GWM paga só 2% de tarifa em 60% das peças importadas

Montadora optou pelo esquema "peça por peça" que, entre outras vantagens, pode agilizar processo de nacionalização

Enquanto a BYD ficou brigando pela redução da alíquota de importação de unidades CKD/SKD, a também chinesa GWM optou pelo esquema “peça por peça”, usufruindo do benefício do regime ex-tarifário que reduz temporariamente o Imposto de Importação de componentes sem produção local.

Em entrevista concedida nesta terça-feira, 5, no Senai Ipiranga, na capital paulista, o diretor de Assuntos Institucionais da GWM Brasil, Ricardo Bastos, não só confirmou para o próximo dia 15 a inauguração da fábrica de Iracemápolis, SP, como também detalhou o esquema de compra de componentes no exterior que vem sendo utilizado pela montadora.

Informou, por exemplo, que 60% das peças importadas atualmente pela empresa não têm produção no Brasil ou não têm escala que justifique nacionalização e, por isso, pagam apenas 2% de alíquota de importação pelo regime ex-tarifário.

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É o caso de todos os componentes dos motores dos modelos a serem feitos aqui, incluindo o pioneiro SUV híbrido a gasolina Haval H6, e também os modelos a diesel que entram em linha na sequência, o Haval H9, para sete passageiros, e a picape Poer. Com relação a peças aqui fabricadas, as tarifas são de 14%, 16% e 18%.

No total, a GWM está importado 3 mil diferentes peças para abastecer as linhas de montagem do complexo industrial do interior paulista.

“Considerando o uso do regime ex-tarifário, pagamos na média entre 10% e 14% de Imposto de Importação nos componentes que trazemos de fora”, revelou Bastos, destacando ainda que o esquema “peça a peça” permite maior agilidade num eventual processo de aumento de índice de nacionalização.

No caso do SKD (semidesmontados) e CKD (desmontados), as alíquotas atuais são de, respectivamente, 28% e 14% para os híbridos plug-in, de 25% e 10% para os elétricos. Ou seja, o “peça por peça” com uso do ex-tarifário leva vantagem.

Nesse contexto todo, importante lembrar decisão da Camex anunciada na semana passada que criou cota de R$ 2,6 bilhões para importação de SKD/CKD com alíquota zero.

A BYD, que não foi contemplada com a redução de imposto de importação de tais unidades pelo prazo de 36 meses conforme havia pedido, ainda não se pronunciou sobre tal decisão.

A GWM, contudo, já informou que não descarta utilizar tal sistema. “Não estava no nosso radar essa cota para CKD/SKD e desde o princípio informamos que iríamos operar com a importação ‘peça por peça’. Mas como o Cacex anunciou a alíquota zero, vamos estudar e ver se compensa a importação de unidades montadas/desmontadas”, adiantou o executivo.

Sobre a nacionalização, ele disse que em um primeiro momento podem ser incorporados itens como vidros laterais e traseiro e pneus. Mas o início de localização efetiva só deve ocorrer daqui um ano.

“Como já comentei, temos 105 fornecedores que assinaram contrato de confidencialidade, ou seja, estudam serem nossos parceiros. Acreditamos que no segundo ano de operação poderemos chegar a um índice de nacionalização de 35%, o que possibilita exportar para o Mercosul dentro da cota de 50 mil unidades/ano”.


Foto: Divulgação/GWM

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Publicado por
Alzira Rodrigues

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