Indústria

Montadoras brasileiras perdem espaço para as chinesas na Argentina

Enquanto as vendas de veículos no país vizinho caíram 5,7%, os embarques a partir do Brasil recuaram 30%

Além de ser afetada pela alta na venda de importados no mercado interno, a produção de veículos também esbarra em menor volume de exportações do setor automotivo este ano.

As vendas externas até reagiram em abril, com total de 43,2 mil embarques, alta de 8,2% sobre março (39,9 mil), mas seguem com números negativos tanto no comparativo com o mesmo mês do ano passado (menos 11,7%) como no acumulado do quadrimestre.

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Foram exportados 134,1 mil veículos, entre leves e pesados, nos quatro meses, decréscimo de 16,9% sobre idêntico intervalo de 2025 (161,3 mil unidades).

Ao divulgar os números, o presidente da Anfavea, Igor Calvet, revelou que, no âmbito externo, preocupa a perda de participação das montadoras brasileiras no mercado argentino. Foram enviados apenas 71,1 mil veículos para o país vizinho este ano, recuo de 30% sobre o primeiro quadrimestre do ano passado (101,5 mil).

Como as vendas no mercado argentino recuaram 5,7% no mesmo período, baixando de 217 mil para 205,1 mil emplacamentos, fica evidente a perda de market share dos produtos brasileiros por lá.

Ao chamar a atenção para esse fato, Calvet deixou claro que também no país vizinho os chineses vêm ganhando espaço cada vez maior, o que chegou a ser tema em abril de reuniões entre as associações de montadoras dos dois países e também as de autopeças.

Como lembrou o presidente da Anfavea, os dirigentes do setor automotivo dos dois países aproveitaram a  Automekanica de Buenos Aires para discutir a invasão chinesa na região – tanto de carros como de componentes.

Segundo o site Autoblog, há apenas seis meses operando na Argentina, a BYD foi a oitava marca mais vendida no mês passado, superando Citroën, Jeep, Mercedes-Benz e Nissan. Para este ano, são ousados os planos de outras marcas chinesas, dentre as quais a Geely, Leapmotor, Changan e Chery.

Ainda com relação às exportações brasileiras, também houve queda nos embarques para o México, mas em índice menor, de 6,2% (veja gráfico abaixo). Em contrapartida, as vendas para a Colômbia cresceram 51,4%, de 9,6 mil para 14,5 mil.


Foto: Divulgação

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Publicado por
Alzira Rodrigues

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