Após fechar 2025 com expansão em vendas e produção em números abaixo dos esperados, da ordem de 3,5% e 2,1%, respectivamente, a Anfavea projeta que o setor seguirá crescendo este ano, mas em índices ainda mais modestos.
“Um otimismo contido”, resumiu o presidente da Anfavea, Igor Calvet, ao revelar as projeções para 2026. No caso dos emplacamentos, os de veículos leves crescem 2,8%, de 2,55 milhões para 2,625 milhões, e os de pesados caem 0,5%, de 137 mil para 136 mil unidades.
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As exportações de carros e comerciais leves sobem 1,5% – de 495 mil para 503 mil -, enquanto a de caminhões e ônibus devem recuar levemente, 1,1%, mantendo-se na faixa de 33 mil unidades.
Nesse contexto todo, a produção projetada é de 2,741 milhões de unidades, acréscimo de 3,7% em relação ao ano passado, que apresentou volume de 2,644 milhões e alta de 3,5% em relação ao ano anterior.
Por segmento, a expectativa é de expansão de 3,8% nos carros e comerciais leves, para 2,586 milhões de unidades, e de apenas 1,4% nos pesados, para 154 mil.
Na categoria dos leves, a entidade contempla 69 mil unidades CKD/SKD, a serem montadas pelas novas montadoras que estão chegando ao País, por enquanto as chinesas BYD e GWM, com operações, pela ordem, em Camaçari, BA, e Iracemápolis, SP.
Segundo Calvet, o otimismo contido tem por base as estimativas macroeconômicas, dentre as quais um PIB menor em 2026 – alta de 1,8% ante o índice projetado de 2,3% em 2025. O desemprego deve se manter baixo, na faixa de 5,7%, e o IPCA tende a recuar, de 4,3% para 4%.
A taxa Selic, contudo, só deve ser reduzida no último trimestre do ano, quando deverá ficar em 12,25%, ante o índice atual de 15%. De qualquer forma, o crédito deve crescer um pouco de 5,1% para 5,8%.
“Levamos em conta os dados que temos, contemplando um cenário este ano similar ao do segundo semestre do ano passado. A ideia é revisar trimestralmente as projeções com base no desenrolar dos fatos internos e externos”, explicou Calvet.

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