Indústria

Em janeiro, autopeças têm déficit de US$ 1,2 bilhão

Com exportações e importações em queda de 17%, saldo negativo recuou 16,6% no comparativo interanual

Apesar de ter recuado 16,6% no comparativo interanual, as autopeças iniciaram 2026 mantendo tendência de déficit entre suas exportações e as compras lá fora.

O saldo negativo em janeiro foi de US$ 1,2 bilhão, ante total de US$ 1,4 bilhão no mesmo mês do ano passado, conforme relatório publicado nesta quinta-feira, 26, pelo Sindipeças.

No texto, a entidade destaca que o déficit menor reflete a desaceleração de comércio em seu todo, “na medida em que tanto as exportações (US$ 647,2 milhões) quanto as importações (US$ 1,7 bilhão) caíram na mesma métrica de comparação: 17,9% e 17,0%, respectivamente”.

A China segue na liderança das importações, com participação de 20,9%, mas houve queda nas compras da ordem de 14,8%. Foram US$ 348,4 milhões, frente aos US$ 408,9 milhões do mesmo mês de 2025.

Também recuaram as importações de autopeças alemãs e das produzidas nos Estados Unidos, em índices de, respectivamente, 13,1% e 21,3% (veja tabela abaixo).

Com relação à China, o Sindipeças lembra que as marcas do país asiático respondiam por menos de 1% das vendas de veículos no Brasil em 2019, participação que atualmente é de 10%: “Em 2024, o Brasil foi o principal destino de investimentos chineses no mundo, com o setor automotivo recebendo US$ 575 milhões”.

Em seu relatório, o Sindipeças também destaca que o cenário internacional para 2026 segue marcado pela instabilidade geopolítica observada no ano anterior.

“Episódios envolvendo Donald Trump nos primeiros dias do ano, com a intervenção na Venezuela e as declarações sobre a Groenlândia, e nas últimas semanas pressão envolvendo o Irã, reforçam as incertezas globais”, avalia a entidade.

Já no que diz respeito ao Brasil, o Sindipeças acredita que são efeitos potencialmente positivos o dólar mais fraco e a expectativa de queda dos juros dos títulos americanos (Fed Funds), “ainda que esses impactos não possam ser considerados garantidos diante da elevada imprevisibilidade”.

Assim como as importações, também houve queda nas exportações para os principais parceiros brasileiros (veja abaixo).

A Argentina, que no ano passado sustentou grande parte das vendas brasileiras de veículos e autopeças, iniciou 2026 com desempenho mais fraco, “o que já fora sentido no último trimestre do ano anterior”. Também recuaram as exportações para os Estados Unidos e México.


 

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Publicado por
Alzira Rodrigues

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