Apesar da inadimplência das pessoas físicas ter chegado a 5,85% em fevereiro deste ano, índice mais alto dos últimos 9 anos na série histórica divulgada pela Anef, Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras, a demanda por financiamento segue em alta no mercado automotivo brasileiro.
Entre veículos novos e usados, incluindo leves, pesados e motos, foram financiadas 703 mil unidades em março, alta de 27,5 mil sobre fevereiro e de 23,1% em relação ao mesmo mês de 2025.
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No acumulado do trimestre a expansão é de 12,8%, com 1.893.000 vendas de veículos a prazo, ante total de 1.678.000 em idêntico período do ano passado e 1.659.000 nos primeiros três meses de 2024. É o maior volume em 10 anos, segundo a tabela da Anef que pode ser vista abaixo:

Na análise divulgada esta semana pela Anef, o setor de financiamento de veículos demonstra resiliência diante de um cenário macroeconômico que exige cautela. A carteira de crédito automotivo, atualmente, mantém um saldo de R$ 550 bilhões, com concessões mensais atingindo a marca de R$ 23,3 bilhões.
Mas a inadimplência tem preocupado os bancos, “que adotaram um refinamento mais rigoroso de seus critérios de pontuação (scores) para novas concessões”, como admite a Anef.
Além da alta no tradicional índice relativo aos atrasos acima de 90 dias, também cresce a inadimplência nos atrasos entre 15 e 90 dias de pessoas físicas, hoje em 6,68% e há um ano em 6,21%.
Por isso não tem havido repasse da redução da taxa Selic, de 15% para 14,75%, para os juros cobrados junto ao consumidor final de veículos.
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