Modelo da Jeep mais vendido no Brasil da história e pioneiro da retomada da trajetória da marca no País, em 2015, o Renegade contrariou as especulações de que estava com seus dias contados depois que deixou de ser produzido na Europa.
Na última terça-feira, 24, a marca apresentou a maior atualização do utilitário esportivo compacto que, em uma década, ultrapassou 712 mil unidades produzidas em Goiana, PE, e perto de 580 mil vendidas no mercado interno.
Mudanças estéticas nos parachoques e grade dianteira, para enfatizar um perfil mais robusto, e no interior, com destaques para o novo painel e revestimentos internos, que elevaram a percepção de sofisticação.
Outra, talvez a maior, é a estreia de sistema híbrido leve de 48V, o primeiro da Stellantis no País e que, em breve, será adotado em veículos das outras marcas do grupo presentes no mercado brasileiro.
Versões e preços
Altitude – R$ 141.990,00 (R$ 129.990,00 promocional)
Longitude – R$ 158.690,00
Sahara – R$ 175.990,00
Willys – R$ 189.490,00
A tecnologia que busca reduzir emissões e aumentar economia de combustível, porém, estará presente em somente duas das quatro versões de acabamento: Longitude, que custa a partir de R$ 158.690,00, e Sahara, com preço inicial de R$ 175.990,00.
A opção de entrada Altitude tem preço de R$141.990,00 e a topo da linha, Willys, única com tração 4×4, sai por R$ 189.490,00.
Boas notícias são os valores pedidos pela Altitude e Longitude. Respectivamente, R$ 6 mil e R$ 7 mil menores do que os das mesmas versões até agora negociadas, com vantagem também de alguns itens de série a mais.
Melhor, para acelerar as vendas do Renegade renovado, a Jeep venderá 3 mil unidades iniciais da versão de entrada por R$ 129.990,00, desconto de 8%.
O interior da nova linha tem como destaque o multimidia de 10,1 polegadas, agora posicionado acima do painel que agora ostenta desenho maiss geométrico e parte revestida em tecido, quadro de instrumentos digital de 7″, novos console central e manopla de câmbio, além das saídas do ar condicionado para o banco traseiro.

As versões Sahara e Willys ainda dispõem de banco do motorista com ajuste elétrico. Desde a Altitude, a relação de equipamentos de série conta com seis airbags e tecnologias de condução semiautônoma, como frenagem de emergência, aviso e assistente de mudança de faixa e detector de fadiga.
O Renegade segue com o ótimo motor 1.3 turbo flex de 176 cv em suas quatro opções, acrescido do sistema híbrido MHEV de 48V no caso da Longitude e da Sahara.
A Jeep assegura que a tecnologia reduz em cerca de 7% o consumo de combustível no ciclo urbano e 8% as emissões de CO₂. O MHEV consiste de motor elétrico que auxilia o motor a combustão, tem rgeneração de energia em frenagem, mas não move o veículo sozinho.
Os números oficiais apontam consumo de 11,9 km/l (gasolina) e 8,3 km/l (etanol) no ciclo urbano e a 11,8 km/l (gasolina) e 8,6 km/l (etanol) na estrada.
“São mudanças que ampliam as opções de motorização, o que reforça a liberdade de escolha dos nossos consumidores”, afirma Hugo Domingues, diretor responsável da marca Jeep, que comemora a chegada das versões híbridas como reforço do modelo na disputa do segmento que já conta com pelo menos 25 molelos nacionais e importados.
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A tecnologia e as novidades vêm em muito bom momento para as pretensões da área comercial da Jeep, que também aguarda com ansiedade a chegada do Avenger, futuro modelo nacional mais barato da marca a ser lançado ainda em 2026.
O Renegade teve 5,7 mil licenciamentos no primeiro bimestre de 2026 e aparece apenas como o 12º utilitário esportivo mais vendido no mercado interno.
No ano passado, acumulou 44,8 mil unidades negociadas, também na modesta 11ª colocação, com menos da metade do VW T-Cross, líder da categoria com quase 93 mil emplacamentos. Foi o segundo pior resultado anual do modelo. Superou somente os 38,3 mil licenciamentos do já longínquo 2017.
O recorde de entregas aos clientes finais foi estabelecido em 2021, com 73,9 mil unidades, o que lhe garantiu a liderança na categoria de SUVs, posição que havia alcançado dois anos antes, com 68,7 mil licenciamentos, até hoje a segunda melhor marca.
Foto: Divulgação
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