A Stellantis parece tomada por senso de urgência. Duas semanas depois de lançar o Renegade híbrido MHEV de 48 V e poucos dias de apresentar, com muito menos alarde, essa mesma tecnologia no Commander, dois dos modelos da Jeep fabricados em Goaiana, PE, a montadora trata de divulgar que desenvolverá também o sistema REEV flex no País.

Herlander Zola, presidente da montadora para a Amércia do Sul, revelou o novo projeto em evento de marketing, em São Paulo, nesta segunda-feira, 6, quando também reafirmou a montagem dos SUVs Leapmotor B10 e C10 na planta nordestina, inicialmente prevista para o segundo semestre deste ano.

É a partir de sistema da própria Leapmotor, marca chinesa da qual a Stellantis adquiriu 20% em 2023, que a montadora desenvolverá a motorizazação REEV capaz de ser alimentada por gasolina e etanol em qualquer proporção e que deve, ainda não confirmado pela empresa, estar disponível para veículos de outras marcas do grupo fabricados na América do Sul em futuro nem tão distante.

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“A produção local da Leapmotor em Goiana é uma peça fundamental na estratégia de consolidar e ampliar o alcance da marca no Brasil e América do Sul”, limitou-se a comentar Zola.

O desenvolvimento da versão flex para o sistema REEV, que congrega um motor elétrico cujas baterias são alimentadas por pequeno motor a combustão, o que assegura autonomia muito maior do que um elétrico puro, está a cargo do Stellantis Tech Center na América do Sul.

Os futuros B10 e C10, nacionalizados por meio da montagem de kits trazidos da China, chegarão ao mercado já com a possibilidade de alimentação a etanol, assegura a montadora.


 

George Guimarães
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