Empresa

Phinia nacionaliza injetor direto de combustível

Iniciativa marca os 35 anos de atividades da unidade fabril de Piracicaba

A Phinia reforça papel estratégico como fornecedora de sistema de combustíveis com inauguração de linha de produção dedicada a injetor direto de combustível (GDi) na unidade de Piracicaba (SP). A decisão coloca a empresa com a única no País a poder oferecer o componente com capacidade para trabalhar com até 350 bar, o que se traduz em queima de combustível mais eficiente.

A produção do GDi não é exatamente uma novidade nas atividades da fábrica do interior paulista, montados até então com componentes importados. Agora, com a localização, resultado de aportes que somaram por volta de R$ 150 milhões, a unidade fabril ganha mais relevância na rede de produção da empresa para abastecer não só o mercado brasileiro, mas também externos.

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De acordo com Giovani Benato, diretor-geral da planta da Phinia em Piracicaba, a decisão pela nacionalização do GDi ocorre alinhada a tendência de expansão na oferta de modelo híbridos. “Veículos adicionais previsto para o Brasil deverão adotar o sistema da companhia, com crescimento gradual da produção para atender ao aumento esperado da demanda.”

O executivo prefere revela a capacidade instalada da linha do GDi, mas afirma estar preparada para atender à atual demanda local e projetada para dobrar o volume com a adição de mais máquinas.

Negociações em andamento

“Com a localização, despertamos interesse de mais montadoras, porque nosso produto é o único a trabalhar com 350 bar. Novas negociações já estão andamento e devem ser concretizadas de 12 a 18 meses, talvez até menos”, adianta Benato, deixando pistas de marcas chineses, já clientes da empresa em outros mercados.

“Se na estratégia deles estiver a produção de motores aqui, estaremos prontos para suportá-los com sistemas de injeção de combustível.”

35 anos de evolução tecnológica

A inauguração da linha de GDi foi bom pretexto para marcar o aniversário de 35 anos da fábrica de Piracicaba da Phinia. Unidade, responsável por sistemas de injeção de combustível (gasolina, flexfuel e diesel), foi peça-chave na evolução tecnológica do mercado brasileiro desde a aposentaria do carburador.

Atualmente, com um quadro por volta de 1 mil pessoas, a planta trabalha em regime de três turnos e produz em torno de 11 milhões de componentes por ano destinados tanto o Brasil quanto clientes internacionais, em contratos na América Latina, América do Norte, Europa e Ásia. Do total produzido, 50% abastecem o mercado de reposição.


Fotos: Divulgação Phinia

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Publicado por
Décio Costa

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