Com 107,8 mil emplacamentos na primeira quinzena de junho, o mercado de veículos leves manteve-se praticamente estável em relação aos primeiros 15 dias de maio (108.562) e em alta de 11% no comparativo com idêntico período do mesmo mês do ano passado (97.099).

O balanço divulgado nesta terça-feira, 16, pela Bright Consulting indica crescimento de 17,9% no acumulado de 2026, com 1,21 milhão de licenciamentos, ante o total de 1,02 milhão do mesmo intervalo do ano passado.

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Com isso, a consultoria revisou suas projeções para 2026, sinalizando a venda de 2,86 milhões de unidades, o que representaria expansão de 12% sobre 2025. No início do ano, entidades do setor, incluindo Anfavea e Fenabrave, previam crescimento inferior a 3%.

Os fatores que explicam a revisão das projeções pela Bright Consulting são:

1) aumento do índice de confiança do consumidor (ICC)

2) clientes de seminovos buscando veículos eletrificados novos para capitalizar os ótimos preços e grandes períodos de garantia

3) antecipação de compras por locadoras e órgãos governamentais

4) clientes de veículos premium buscando veículos chineses de alto conteúdo

5) programa Move Brasil – Táxi App – voltado a taxistas e operadores de mobilidade, com resultados ainda a acontecer

De acordo com o balanço da quinzena, a média diária ficou em 10.780 unidades, bem próxima da registrada em maio (10.856) e bem acima da de junho de 2025 (9.710).

Ranking por marca

No ranking por marca, a Volkswagen avançou sobre a Fiat e a chinesa BYD consolidou-se na 4ª posição. A marca italiana manteve-se na liderança, mas com a maior perda de participação da quinzena (-1,8 p.p.). A VW foi o destaque de ganho (+1,1 p.p).

A Fiat emplacou 18,6 mil veículos, com market share de 17,3%. A VW licenciou 18 mil unidades, participação de 16,7%. A GM aparece em terceiro lugar, com 10,9 mil emplacamentos, seguida da BYD, com 9,5 mil e fatia de 8,8%.

“VW ganha enquanto a Fiat cede, e o bloco chinês (Geely, Jaecoo, Chery, GAC) sobe de forma disseminada. A queda de Hyundai e GM, somada ao recuo da Fiat, indica que as marcas tradicionais estão, no agregado, perdendo espaço para entrantes — um movimento estrutural, não pontual”, avalia a Braight Consulting.


 

Alzira Rodrigues
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