Segmento tem alta de 157% no primeiro semestre. Entre as novidades, a Yamaha ZR Hybrid Connected.

Apesar de ainda registrarem participação reduzida no mercado como um todo, as motos eletrificadas começam a ganhar espaço no transporte urbano de cargas no Brasil, com uso prioritário em percursos de pequena distância.
Conforme dados divulgados pela Fenabrave na quinta-feira, 2, as vendas no segmento cresceram 157% no primeiro semestre deste ano, com 13.955 emplacamentos, contra os 5.422 do mesmo período de 2025.
“A chegada de motos híbridas no mercado brasileiro este ano tem sido fundamental no processo de expansão da demanda por modelos eletrificados. Apesar dos baixos volumes comparativos, a maior disponibilidade de produtos certamente contribuirá para manter o segmento em alta”, avalia o presidente da entidade, Arcelio Junior.
Entre as novidades mais recentes, tem a Yamaha ZR Hybrid Connected (foto acima), equipada com tecnologia “híbrida leve” (ou mild hybrid), por meio da qual o motor elétrico funciona como um gerador inteligente para auxiliar o motor a combustão. É a mesma da Yamaha Fluo ABS Hybrid Connected, também à venda no País.
Produzida em Manaus (AM), a ZR Hybrid Connected chegou ao mercado em maio com preço sugerido de R$ 13.990,00 (além de frete).
Outra marca que está apostando no mercado de eletrificados é a Yadea, que tem produção em Manaus e comercializa internamente a Keeness (foto abaixo), motocicleta elétrica de perfil esportivo desenvolvida para deslocamentos urbanos.
Lançada em maio de 2025, o modelo é equipado com duas baterias de lítio de 72V 32Ah e motor central com potência de pico de 11.000W, além de recursos como recuperação de energia, conectividade e baterias removíveis.
Mercado em geral
Com relação ao mercado de motos em geral, as vendas tiveram pequeno recuo em junho frente a maio por causa de férias coletivas em algumas fábricas, além do período de festividades no Nordeste, das chuvas em algumas regiões do País e do início da Copa do Mundo.
Foram emplacadas 194,2 mil unidades no mês passado, ante as 197,7 mil de maio. No acumulado do ano, no entando, verifica-se crescimento de 14%, com 1.174.459 licenciamentos no primeiro semestre.
Segundo a Fenabrave, a procura segue associada à mobilidade acessível, ao menor custo de operação e ao uso da motocicleta como instrumento de trabalho e geração de renda.
“Mesmo quando há acomodação no resultado mensal, os fundamentos do segmento permanecem sólidos. A motocicleta está ligada à mobilidade real da população e à dinâmica de renda de milhões de trabalhadores”, analisa Arccélio Jr.
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