Mercado está em forte retração, com recuo de 51% no caso das colheitadeiras

O mercado de máquinas agrícolas segue em queda livre, com recuo de 15,1% nas vendas de tratores e de expressivos 51,5% no caso das colheitadeiras. De janeiro a maio deste ano foram negociadas 16 mil e apenas 538 unidades, respectivamente, ante as 18,9 mil e 1.110 do mesmo período de 2025.
Ao divulgar os números na quinta-feira, 2, o presidente da Fenabrave, Arcelio Junior, destacou a publicação, na véspera, da Medida Provisória que destina até R$ 10 bilhões para linha de financiamento operada pela Finep voltada à aquisição de máquinas e equipamentos agrícolas nacionais.
A iniciativa do governo federal visa democratizar o acesso ao Move Agricultura, anunciado em abril, com crédito para pessoas físicas.
O mercado de máquinas agrícolas, segundo Arcelio Jr., continua sofrendo os reflexos de um forte endividamento por parte dos produtores rurais que, mesmo com a redução das taxas de juros, não conseguem ir para o consumo desses bens.
“As taxas de juros menores ofertadas pelo Moderfrota foram insuficientes para impulsionar a renovação da frota de tratores, situação que deve permanecer até a operacionalização do Move Agrícola e de algum programa de renegociação de dívidas”, alertou o presidente da Fenabrave, comentando que a queda de 15% estimada para 2026 poderia ser maior não fossem as medidas em curso para ajudar o segmento.
A entidade não vê grandes expectativas de recuperação do mercado de colheitadeiras enquanto o Move Agrícola não for efetivamente operacionalizado.
“Com o crédito anunciado esta semana é possível reduzir a queda acumulada até o momento. Podemos chegar a uma redução de 27% em 2026, quase a meta do índice registrado até maio”, comenta Arcelio Jr., lembrando que, por não envolver emplacamentos, o segmento de máquinas agrícolas tem números divulgados com um mês de defasagem.
Foto: Divulgação
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