BYD e outras asssociadas anteciparam compra de eletrificados para "fugir" da alíquota de 35%

Marcelo Godoy - Presidente Volvo Car Brasil
Com dez associadas, das quais uma única, a chinesa BYD, responde por 89,1% das vendas contabilizadas pela entidade, a Abeifa (Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores) divulgou balanço do primeiro semestre e suas perspectivas para esta segunda metade do ano.
Dentre as informações fornecidas pelo presidente da entidade, Marcelo de Godoy, destaque para o estoque feito pelas associadas para “fugir” do Imposto de Importação dos eletrificados que passou a ser de 35% a partir deste mês de julho, igual ao dos modelos a combustão.
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“Não temos número absoluto, mas acreditamos, com base em informações sobre o que chegou aos portos, ser um estoque suficiente para fazer frente praticamente a todo o segundo semestre. Vai cobrir as vendas pelo menos por 4 a 5 meses”, admitiu o executivo, ou seja, até novembro ou dezembro.
Com concorrência bastante acirrada por causa dos entrantes chineses, o mercado brasileiro não comportaria o repasse integral da diferença adicional do Imposto de Importação. Atê junho, os índices eram de 25% para elétricos puros, 28% para híbridos plug-in e 30% para híbridos convencionais.
“O movimento de antecipação de importação foi feito por todo mundo e não só pelas associadas da Abeifa. O objetivo foi exatamente o de ter estoque para fazer frente ao segundo semestre. Não há espaço no mercado para aumentos expressivos. Até pode repassar um pouco, mas boa parte das empresas terá de absorver”, comentou Godoy.
Balanço e perspectivas
Os emplacamentos de veículos das associadas à entidade somaram 111.120 unidades no primeiro semestre do ano, incluindo importados e produção nacional, aumento de 85,1% em relação a igual período de 2025 (60.045).
Do total de janeiro a junho deste ano, 99 mil foram vendas da BYD, número que inclui veículos montados em Camaçari, BA.
Entre suas outras associadas, tem a sul-coreana Kia e as europeias Volvo, Porsche e Land Rover, além das chinesas JAC e Denza, essa última pertencente ao grupo BYD (veja tabela abaixo). E mais quatro ou cinco, segundo garantiu o presidente da Abeifa, estão em vias de se filiar.
Dos 244.939 veículos eletrificados comercializados no mercado por todas as marcas, a Abeifa respondeu por 43,3%, ou 105.982 unidades.
Com relação às perspectivas para este segundo semestre, Godoy diz que são animadoras, com números positivos para as associadas da Abeifa:
“Apesar de a taxa de juros ainda estar elevada e, por consequência, ser um fator inibidor no mercado de 0 km, devemos superar em 2026 a marca de 210 mil unidades emplacadas, alta de 52% em relação às 137 mil unidades de 2025”.
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