Utilitários esportivos médios acima de R$ 160 mil até R$ 250 mil, um tanto mais, um tanto menos. Esta é á faixa de preço e produtos que recebeu o maior número de novidades nos últimos meses no mercado brasileiro.
Lançamentos desses SUVs, sejam eles nacionais, importados, a combustão, híbridos ou elétricos, tomaram conta da agenda de várias marcas. Com bastante frequência, apresentados como anti-Compass.
Sim, o modelo da Jeep, que em 2016 completará uma década de mercado, segue sendo um dos principais adversários — se não o maior — a serem “batidos” por qualquer produto que pretenda um lugar no pódio das vendas da categoria.
Ainda que projeto de uma década atrás e que em mais um ano, pouco meses mais no máximo, será substituído por uma nova geração, o Compass segue com vigor inabalável.
Tanto que a Stellantis acaba de superar a produção de 600 mil unidades desde que o SUV começou a sair da linha de montagem de Goiana, PE, no segundo semestre de 2016, com ineditismo mundial, já que somente depois foi apresentado em outros mercados, os sul-americanos abastecidos pela própria fábrica pernambucana.
Em outubro, voltou a ser o SUV médio mais vendido, com 6,2 mil unidades icenciadas, melhor resultado desde março de 2023, quando encostou nos 7 mil emplacamentos.
Mais ainda: as vendas acumuladas de 48,7 mil unidades nos dez primeiros meses de 2025 representam crescimento de 21% sobre igual período do ano passado — acima dos 16% da média do segmento de todos os utilitários esportivos.
O recorde de vendas foi estabelecido em 2021, com 70,9 mil emplacamentos. O modelo liderou o segmento total de SUVs logo em 2017, seu primeiro ano completo de vendas, e em 2018 — além de segundo em dois outros anos.
“O Compass sempre evoluiu. Superar as 600 mil unidades produzidas mostra que é uma referência no mercado brasileiro”, comemora Hugo Domingues, Vice-Presidente da Jeep para a América do Sul.

Segunda geração a caminho
O Compass segue como o segundo SUV médio mais vendido, atrás apenas do Corolla Cross, e o sexto no ranking geral, do segmento, tendo à frente, além do modelo da Toyota, apenas SUVs compactos. A diferença para o quinto colocado, Chevrolet Tracker, é de pouco mais de 1,3 mil emplacamentos apenas.
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Esse quadro, porém, pode estar ainda mais favorável daqui um ano ou no primeiro semestre de 2027. A nova geração será bastante diferente da atual, seja visualmente, seja sob a carroceria.
Em substituição à atual Small Wude, o futuro Compass adotará a nova plataforma STLA Medium, já presente em outros veículos do grupo, como o Peugeot 3008, e concebida como multienergia, o que concorrerá para que o modelo seja um dos primeiros “hibridizados” em Pernambuco.
Recém-chegada às revendas Jeep na Europa e produzido na fábrica de Melfi, na Itália, o novo Compass é ligeiramente maior do que o atual e versões híbrida fechada de 48 V, híbrida plug-in e elétricas a bateria. Hoje o SUV, na linha 2026, é vendido apenas nas versões topo Hurricane, a gasolina e tração 4×4, e três turbo flex 4×2.
Foto: Divulgação
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