Com total de 1.996.531 emplacamentos, o segmento de automóveis evoluiu 2,5% no ano passado sobre o anterior, quando as vendas foram da ordem de 1.948.024 unidades.
O varejo, contudo, teve queda de emplacamentos da ordem de 2%, para 1,043 milhão de unidades, enquanto as vendas diretas cresceram 7,9%, com total de 953,9 mil licenciamentos.
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Os dados foram divulgados pelo presidente da Anfavea, Igor Calvet, que também revelou os números do varejo específico de carros nacionais, que recuou 7% em 2025, para 795,3 mil.
Sintetizando, o mercado de automóveis só cresceu em 2025 por conta da modalidade de venda direta, aquela que abrange locadoras, frotistas, produtores rurais, taxistas e PcD (pessoas com deficiência), e dos modelos importados.
Considerando varejo e vendas diretas, a demanda por carros produzidos no Brasil evoluiu apenas 0,8%, de 1.641.170 para 1.628.307 unidades, enquanto a venda de importados saltou 11,1%, de 320,4 mil para 356 mil unidades.
O maior problema, segundo o executivo, são as taxas de juros elevadas, que acabam afugentando o consumidor comum das lojas, principalmente os de menor poder aquisitivo que dependem de crédito para comprar um 0 km.
No contexto de desaceleração do varejo, acentuada no segundo semestre do ano passado, Calvet destacou a importância do programa carro sustentável, que zerou o IPI de seis modelos nacionais.
De 11 de julho, quando o programa entrou em vigor, até 31 de dezembro, houve um crescimento interanual de 15,6% nos licenciamentos dos carros contemplados com a alíquota zero.
Foram comercializadas 247,4 mil unidades em 2025 versus as 214 mil do mesmo período de 2024. No varejo, a alta foi de 51%, de 38,5 mil para 58,3 mil, e no atacado de 7,7%, de 175,6 mil para 189,2 mil carros do referido programa.
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