Em processo de recuperação desde junho, a concessão de crédito para financiamento de veículos atingiu o melhor resultado do ano em dezembro, com a relização de 602.506 negócios, incluindo unidades novas e usadas de automóveis, motocicletas, comerciais leves e também os pesados. O número representa alta de 9% sobre as 553 mil transações de novembro e de 7,5% no comparativo com idêntico mês do ano anterior (560 mil).

Devido à forte baixa do mercado de veículos entre os meses de março e junho, quando as montadoras paralisaram suas atividades por diferentes períodos e as lojas chegaram a ser fechadas, o ano terminou com queda de 9,6% no volume total de vendas financiadas.

De acordo com dados divulgados nesta quinta-feira, 7, pela B3, foram 5,52 milhões de negócios em 2020, ante os 6,1 milhões de 2019. Do total financiado, o segmento de veículos 0 km respondeu por 1,79 milhão de unidades e o de usados por 3,73 milhões.

LEIA MAIS

Dezembro foi o melhor mês do ano em venda de veículos

Com T-Cross na liderança, Volkswagen “explodiu” no segmento de SUVs

Anúncio

Fenabrave negocia revisão da alta do ICMS dos carros em São Paulo

Dentre os dados positivos do ano, a empresa que opera o SNG, Sistema Nacional de Gravames, que reúne o cadastro das restrições financeiras de veículos dados como garantia em operações de crédito em todo o Brasil, destaca que o volume financiamento em 2020 foi maior do que os registrados em 2107 e 2018. E o total alcançado em dezembro é maior do que os números mensais computados desde janeiro de 2019.

“Ainda que 2020, no acumulado, tenha registrado queda em comparação com 2019, o volume de financiamentos do último semestre sugere uma trajetória de recuperação, que poderá ser confirmada nos primeiros meses de 2021, a depender das condições macroeconômicas e da recuperação dos mercados impactados pela pandemia”, comentaTatiana Masumoto Costa, superintendente de planejamento da B3.

Vale notar que, considerando as vendas financiadas apenas em dias úteis, o desempenho mensal aponta recuperação para patamares semelhantes ao de 2019 a partir de agosto do ano passado.


Foto: Pixabay