Com mercado interno andando de lado e indicando estabilidade na soma de leves e pesados, a produção de veículos no Brasil tem desempenho negativo no primeiro bimestre deste ano em função, principalmente, da queda nas vendas externas.
Foram embarcadas 59,4 mil unidades no período, recuo de 28% ante o mesmo bimestre de 2025. Com isso, a produção acumulada nos dois primeiros meses desacelerou 8,9%, baixando de 404 mil para 368 mil unidades no comparativo interanual.
LEIA MAIS
→Demanda por veículos usados segue em ascensão
→Toyota e GM perdem participação em 2026
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira, 6, pelo presidente da Anfavea, Igor Calvet. A produção de leves baixou de 379,7 mil para 348,8 mil e a de pesados de 24,3 mil para 19,1 mil. No caso do mercado interno, foram 355,7 mil emplacamentos entre leves e pesados, pequena queda de 0,1%.
Em fevereiro, particularmente, houve crescimento sobre janeiro em todos os indicadores. A produção cresceu 24,9%, de 163,6 mil para 204,3 mil, e os emplacamentos subiram 8,6%, de 170,5 mil para 185,2 mil. As exportações passaram de 25,5 mil para 32,5 mil, expansão de 29,6%.
Segundo Calvet, essa alta no comparativo mensal é normal em todo começo de ano.
“Causa preocupação a retração expressiva nas exportações para a Argentina, mercado que nos ajudou muito nos resultados positivos de 2025”, lembrou Calvet.

Foto: Divulgação/VW
- Com operações locais da BYD e GWM, importações recuam - 6 de março de 2026
- Exportação em baixa derruba produção de veículos no bimestre - 6 de março de 2026
- Tukan inaugura a era de eletrificados da VW com 76% de nacionalização - 4 de março de 2026


