No contexto do plano global “Re:Nissan”, anunciado em 2025 com o objetivo de enxugar as operações do grupo em todo o mundo para conter prejuízos, a montadora japonesa confirmou que pretende repassar a operação argentina para um grupo importador.

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Em nota divulgada pela Nissan América Latina, a empresa revela ter assinado um memorando de entendimento com o Grupo Simpa e o Grupo Tagle para avaliar uma possível mudança em seu modelo de distribuição na Argentina:

“Esta é uma fase preliminar de análise e, embora o processo esteja em andamento, isso não implica em nenhuma alteração nas operações comerciais, no atendimento aos clientes ou nos serviços prestados na Argentina”, complementa o comunicado.

A fábrica de Santa Isabel, em Córdoba, foi fechada em março do ano passado, cabendo à Renault decidir sobre seu futuro. Produzida lá desde 2018, a picape Frontier passou a ser importada do México para venda no Brasil.

A Nissan já vinha operando no país vizinho apenas como importador, função que agora pretende repassar para um grupo local.

O plano “Re:Nissan”, anunciado para o períoodo 2025-2027, visa cortar custos em R$ 19 bilhões e reduzir a capacidade produtiva de 3,5 milhões para 2,5 milhões de veículos/ano, “focando em lucratividade e eletrificação”.

Apesar da desativação da fábrica da Argentina, o Brasil ganhou força no contexto América, com o complexo industrial de Resende, RJ, passando a ser tratado como plataforma exportadora. Com isso, o País ficou fora do plano de cortes de fábricas e também de pessoal.

Pelo contrário, a planta do sul-fluminense ganhou dois novos modelos — o novo Kicks e o Kait —, com meta de vender produtos para 20 países da região, incluindo o México.


 

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