A montadora chinesa GAC protocolou na segunda-feira, 22, pedido de habilitação no programa Mover, Mobilidade Verde e Inovação. Segundo comunicado da empresa, é mais um passo em sua estratégia de longo prazo para o mercado brasileiro, “consolidando uma etapa importante de sua trajetória de nacionalização”.
“Mais do que uma questão regulatória, a participação no Mover está alinhada à visão da GAC de construir uma operação cada vez mais integrada ao Brasil, a partir de investimentos industriais, desenvolvimento de fornecedores locais e geração de empregos qualificados”, destaca a GAC em nota sobre a intenção de integrar-se ao programa do governo federal de incentivo a investimentos no país.
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A fabricante da China já havia anunciado parceria com a HPE Automotores para produzir em Catalão, GO, em operação a ser iniciada no próximo ano. Além disso, a empresa não pode, por exemplo, participar de outros programas do setor, como o Move Brasil – Táxi & AA, se não estiver habilitada ao Mover.
“Estamos construindo uma operação genuinamente brasileira e a habilitação no Programa Mover é um passo importante no contexto desta estratégia, por reconhecer as empresas que acreditam no potencial industrial do País”, afirma Alex Zhou, CEO da GAC.
Segundo o executivo, um dos principais desafios da nova fase será o desenvolvimento de tecnologias adaptadas às necessidades do mercado brasileiro, destinadas aos futuros veículos da marca, incluindo sistema flex e a tecnologia REEV (Range-Extended Electric Vehicle), motoirzação que combina tração 100% elétrica com gerador auxiliar à combustão responsável por ampliar a autonomia.
“Para viabilizar esse projeto, contaremos com uma intensa colaboração entre as equipes de engenharia do Brasil e da China, reunindo conhecimento local e experiência global para desenvolver soluções adequadas às características do mercado nacional e às diretrizes da indústria automotiva brasileira”, acrescenta Zhon, lembrando que já está em andamento a criação de um Centro de Pesquisa e Desenvolvimento , o segundo fora da China depois da Europa.
Foto: Divulgação/GAC


