Mais um mês e a Toyota terá lançado o Yaris Cross fabricado em Sorocaba, SP. O SUV compacto é forte candidato a se tornar rapidamente o modelo mais vendido da marca no Brasil, quebrando a histórica hegemonia da linha Corolla, que no ano passado, pela primeira vez em três décadas, não teve o sedã como líder e sim o SUV Cross, lançado há apenas quatro anos.
A chegada do Yaris Cross na faixa de entrada do maior segmento de vendas do mercado interno tem tudo para alavancar a participação total da marca japonesa, hoje na casa dos 8%, o que lhe garante a quarta colocação no ranking das mais vendidas, mas menos de 1 ponto porcentual à frente da Hyundai.
Isso porque desde o fim do ano passado, com o encerramento da produção para o mercado interno do Yaris, a Toyota tem vivido mesmo somente de veículos com preços acima de R$ 170 mil e até mais de R$ 400 mil: linha Corolla, RAV 4, o SUV SW4 e a picape Hilux.
O segundo SUV produzido no interior paulista será então, pode-se dizer, um presente e tanto para a marca que acaba de fabrica seu carro nacional de número 3 milhões. A montadora escolheu um Corolla Cross XRX como veículo comemorativo do marco histórico, que contempla desde o pioneiro Bandeirantes, lançado há 67 anos.
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O utilitário inaugurou, em 1958, a linha de montagem da primeira fábrica da Toyota fora do Japão. Até 2001, foram montadas mais de 100 mil unidades em São Bernardo do Campo, SP.
Em 1998, porém, a Toyota já iniciara a produção do Corolla em nova planta na cidade de Indaiatuba, SP. O sedã é o veículo da marca mais fabricado aqui: superou 1,5 milhão de unidades.

Yaris Cross: candidato a líder de vendas da marca.
Número semelhante foi compartilhado pelo próprio Bandeirantes com a station wagon Fielder, derivada do Corolla, os compactos Etios e Etios Sedan, Yaris hatch — ainda em produção para o mercado externo apenas — e sedan e mais recentemente o Corolla Cross.
A marca de 3 milhões de unidades fabricadas foi alcançada também em meio ao maior ciclo de investimentos da história da montadora no País. Serão destinados R$ 11,5 bilhões em produtos, estrutura e capacidade produtiva, processos e tecnologias até 2030, sendo quase a metade, R$ 5 bilhões, até o ano que vem.
Foto: Divulgação


