O vice-presidente sênior da BYD Brasil, Alexandre Baldy, disse que a empresa mantém expectativa positiva quanto à aprovação pelo governo federal da redução da alíquota de importação para unidades SKD, base das operações recém-iniciadas pela empresa na fábrica de Camaçari, BA.

A ideia é parar de importar os modelos que serão montados no complexo baiano – Dolphin Mini, Song Pro (GL/GS) e King (GL/GS) – se tal alíquota for reduzida. Ou seja, se não houver esse benefício, a empresa poderá manter as importações dos três carros para complementar oferta local.

As unidades SKD pagam atualmente o mesmo imposto dos carros eletrificados importados, cujos índices passaram a ser nesta terça-feira, 1, de 28% para os híbridos e 25% para os 100% elétricos. O pleito da BYD é de alíquota de 10% para SKD pelo período de 12 meses, prazo da primeira fase de operação da montadora na Bahia.

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Segundo Baldy, o pleito está sendo analisado na Camex (Câmara de Comércio Exterior), que tem 120 dias para se posicionar sobre a solicitação.

“Nossa expectativa é de aprovação. Como estamos investindo na fábrica e contratando, não é justo pagar a mesma alíquota de quem só traz o veículo pronto. Precisamos ter competitividade até ter condições de trabalhar com maior índice de nacionalização”, destacou, lembrando que o investimento no Brasil é de R$ 5,5 bilhões.

Ele destacou os empregos que estão sendo gerados no País – 800 já existentes e mais 3 mil que terã contratação iniciada de imediato -, insistindo ser injusto quem está operando localmente ter de pagar a mesma alíquota de quem só importa. Segundo comentou, as montadoras no passado já tiveram benefícios semelhantes:

“A velha indústria não está inquieta à toa. Estamos mostrando que não vai ser só montagem, que vamos efetivamente produzir aqui, gerar empregos, formar e transformar talentos. Retomaremos o brilho do setor automotivo a partir de Camaçari”, comentou Baldy, informando que após os 12 meses de regime SKD a empresa já começa a operar com alguma nacionalização.

A BYD está em processo de homologar 160 fornecedores, conforme foi informado em evento realizado nesta terça-feira, 1, para marcar o início de testes dos primeiros protótipos feitos no Brasil.

“Nossa ideia é parar de importar por completo os carros que estamos montando em Camaçari. Mas isso depende de conseguirmos a pleiteada redução de alíquota para as unidades SKD”.

Sobre o parque de fornecedores, Baldy informou que a BYD é altamente verticalizada e poderá fazer peças no Brasil como faz na China, além de atrair fornecedores de lá para a Bahia.

Em cinco anos, informa o vice-presidente, a ideia é ter capacidade para produzir 600 mil veículos com a geraçẽos de 20 mil empregos em toda a cadeia.


Foto: Divulgação/BYD

Alzira Rodrigues
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