O Sindipeças acaba de atualizar o relatório da balança comercial da indústria de autopeças em 2025, que indica déficit de US$ 1,3 bilhão em junho, resultado levemente superior ao de maio, mas ainda 22,5% acima do observado no mesmo mês de 2024.
No semestre, o saldo negativo chega a US$ 9,9 bilhões, uma alta de 20,8% sobre idêntico período do ano passado, quando o déficit comercial ficou em US$ 6,26 bilhões.
Esse resultado reflete um crescimento das importações superior ao das exportações. As vendas para outros países tiveram expansão de 7,5%, passando de US$ 3,73 bilhões para US$ 4 bilhões no comparativo interanual, enquanto as compras lá fora subiram 20,8%, saltando de US$ 9,9 bilhões para US$ 11,47 bilhões.
Pesa no resultado negativo do setor o aumento acentuado das aquisições de autopeças na China, que atingiram US$ 2,2 bilhões este ano, ante total de US$ 1,71 do primeiro semestre de 2024, evolução de 23,7%.
Também cresceram as compras de componentes produzidos nos Estados Unidos. A alta nesse caso foi de 10,4%, para US$ 1,56 bilhões. Só que as vendas para o mercado estadunidense estão em queda.
O Brasil exportou US$ 632,2 milhões para lá no primeiro semestre, com recuo de 4,9% no comparativo interanual. “Apesar de permanecerem como o segundo principal destino das exportações brasileiras de autopeças, os Estados Unidos vêm perdendo participação relativa no mercado”, destaca o relatório do Sindipeças.
A entidade lembra que a imposição da sobretaxa de 25% para autopeças por parte do governo Donald Trump, com vigência desde 3 de maio, contribuiu para essa perda de dinamismo e vem mostrando seus primeiros sinais.
Com US$ 104,1 milhões embarcados, as exportações para o mercado norte-americano caíram 5,7% em junho sobre maio, com reflexo negativo no acumulado do ano
Um quadro que tende a ser agravar caso seja mantida a nova sobretaxa de 50% anunciada pelo Governo Trump para todos os produtos brasileiros a partir de 1º de agosto.
O Sindipeças esclarece que no caso das exportações, o bom momento vivido pelos setor automotivo na Argentina tem sido decisivo para o desempenho positivo da indústria brasileira este ano. As vendas para o país vizinho cresceram 28,1% no semetre, com total embarcado este ano de US$ 1.564.314.798.
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