Prestes a ganhar mais uma concorrente este mês, a GWM Poer P030, o segmento de picapes médias, aquelas montadas sobre chassi, com capacidade de carga em torno de 1 tonelada e motorização diesel, segue cada vez mais disputado, com mais de 94 mil unidades emplacadas de janeiro a agosto — ante 87 mil de igual período do ano passado —, de sete modelos.
O crescimento poderia ter sido até algo maior, caso dois importantes produtos não estivessem vivenciando uma verdadeira entressafra. Com períodos bem mais gloriosos no que se refere ao número de licenciamentos, Nissan Frontier e Volkswagen Amarok, ambas produzidas na Argentina, colheram resultados pífios nos últimos meses.
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Em agosto, particularmente, ambas registraram desempenhos muito aquém da média, inclusive delas mesmas. E a Amarok, pode-se dizer, ficou “fora do mercado”, com apenas 2 (duas!) unidades emplacadas.

A representante da Nissan foi melhor, mas seus 220 licenciamentos representaram o pior resultado mensal deste ano.
A comparação com a Toyota Hilux e Ford Ranger, líderes do segmento e igualmente fabricadas na Argentina, como Amarok e Frontier, sublinha bem o quadro de dificuldades dos dois modelos.
Só no mês passado, foram vendidas quase 3,6 mil Hilux e pouco mais de 2,6 mil Ranger. De janeiro a agosto, respectivamente, acumularam 31,1 mil e 21,7 mil emplacamentos. Nesse mesmo período, a Nissan alcançou 4,4 mil unidades negociadas, 37% menos do que de janeiro a agosto de 2024, e a Amarok, 2 mil, tombo de 44%.
Ofesta restrita?
Cada qual tem lá seus motivos que justificam os números descrescentes em 2025.
A Volkswagen, por exemplo, afirma que, apesar da renovação da Amarok há apenas um ano, trouxe um lote que praticamente se esgotou no primeiro semestre e a produção teria passado por um hiato em função da adoção de motores que atendam a fase L8 do Proconve, mais restritiva em emissões.
A Amarok também só vinha sendo ofertada na versão topo, com motor V6. Mas Alexander Seitz, CEO da Volkswagen para a América do Sul, já adiantou que a próxima geração da picape chegará com diversas opções de motor em 2027, inclusive uma híbrida.
Um novo lote da atual geração, entretanto, esta a caminho do mercado brasileiro e deverá regularizar a oferta e as vendas daqui para a frente, afirma a montadora.
A Nissan também teve como empecilho para a maior oferta da picape no começo deste ano a migração para a motorização que atendesse os novos parâmetros, mas já no fim do primeiro trimestre anunciou a transferência total da produção de Córdoba para a fábrica de Morelos, no México.
As picapes mexicanas chegarão ao mercado brasileiro somente em 2026, mas a desativação da montagem na Argentina está ocorrendo, o que, naturalmente, tem impactado nos números da Frontier no mercado nacional.
Ou seja, até lá, tudo indica, tanto uma como outra seguirá com participação para lá de discreta no segmento. Em 2025 ou mesmo 2026.
Foto: Divulgação
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