Diante da necessidade de adequar seu volume de produção na fábrica de São Bernardo do Campo, a Mercedes-Benz do Brasil chegou a um acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC para adotar lay-off envolvendo 500 colaboradores de diversas áreas produtivas, incluindo a de montagem de ônibus.

A suspensão temporária do contrato de trabalho passa a valer em novembro e pode durar até cinco meses. A montadora apresenta duas razões para ter negociado a adoção da medida:

Em primeiro lugar, a suspensão temporária da exportação de CKD e agregados (motor, eixo, câmbio e cabine) para a Argentina, que está transferindo sua manufatura local para um novo site. Em segundo, ajustes no programa de produção de ônibus,

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Emplacamentos de ônibus seguem aquecidos

Em nota, a empresa diz seguir confiante na retomada das atividades e no fortalecimento de sua presença no País e reafirma “o compromisso com clientes, parceiros e colaboradores”.

Durante o período de layoff, os empregados terão seus salários líquidos e benefícios preservados, conforme acertado em acordo coletivo, além da oferta de programas de qualificação profissional.

“A Mercedes-Benz do Brasil reforça, assim, sua estratégia de longo prazo para garantir a sustentabilidade de suas operações e contribuir para o desenvolvimento da indústria nacional”, conclui comunicado da montadora, que conta com cerca de 8 mil funcinários no complexo do ABC paulista.

Com relação aos ônibus, a Fenabrave alertou em julho que o mercado deveria desacelerar nesta segunda metade do ano.

Arcelio Jr., presidente da entidade, lembrou que por conta do programa Caminho da Escola, o primeiro semestre teve volumes de emplacamentos bem superiores aos do mesmo periodo de 2024. “Mas essa demanda foi se esgotando ao longo dos meses, indicando queda no crescimento das vendas neste segundo semestre”.


Foto: Divulgação/Mercedes-Benz

Alzira Rodrigues
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