O tarifaço de 50% anunciado por Donald Trump em julho e vigente desde agosto já se reflete nas exportações da indústria brasileira de motos para os Estados Unidos.
Dados da Abraciclo indicam queda de 37% nas vendas para o mercado estadunidense, que baixaram de 7,3 mil unidades nos primeiros nove meses de 2024 para 4,6 mil no mesmo período deste ano.
O presidente da entidade, Marcos Bento, disse que os Estados Unidos são de grande importância para o setor por demonstrar para outros países que a indústria brasileira tem produtos compatíveis com o primeiro mundo.
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A queda das exportações para os Estados Unidos foi compensada pelo crescimento dos negócios com a Argentina, Colômbia e Austrália, que tiveram expansões de, respectivamente, 37,5%, 44,4% e 84,6%. Já os negócios com o Canadá retraíram 15,4%, de 1,3 mil para 1,1 mil unidades (veja quadro abaixo).
De janeiro a setembro foram embarcadas para o exterior 29.490 motocicletas, o que representou crescimento de 23,6% sobre idêntico período de 2024.
“Em setembro foram embarcadas 5.258 unidades, um aumento expressivo de 208,7% na comparação com o mesmo mês do ano anterior e de 78,7% em relação a agosto”, revelou Bento.
O mercado estadunidense seque como o terceiro maior parceiro da indústria brasileira de motos, com participação de 14,8% este ano. A Argentina está no topo desse ranking, com fatia de 42,6%, e a Colômbia vem na sequência, com 21%.

Foto: Divugação
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