O faturamento da indústria de autopeças no Brasil teve queda em abril com relação a março, mas segue em alta no acumulado do ano. Pesquisa conjuntural divulgada pelo Sindipeças em seu site revela crescimento de 74% no acumulado dos primeiros quatro meses do ano em relação ao mesmo período de 2019, com crescimento no nível de emprego de 3,9% na base interanual.

Resultado de informações colhidas com fábricas de autopeças que têm elevada participação no balanço do setor, a pesquisa conjuntural não abrange valores, mas sim indicativos de comportamento do setor. A capacidade instalada da indústria, que em abril do ano passado ficou em apenas 42%, atingiu 75% no mesmo mês deste ano.

Em sua publicação, o Sindipeças lembra que os  meses de março e de abril de 2020 foram fortemente afetados pela chegada da Covid-19 no Brasil, época em que a maioria das  montadoras e das autopeças paralisou operações no País. Por isso o expressivo crescimento verificado no acumulado deste ano e, principalmente, no comparativo de abril com idêntico mês de 2020, que chegou a 700%.

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A indústria de autopeças prevê faturar R$ 142,6 bilhões este ano, meta que se atingida representará alta de 13% sobre os R$ 126,3 bilhões de 2020, mas receita ainda abaixo da registrada em 2019, de R$ 153 bilhões, antes portanto da pandemia.

Dado positivo refere-se ao crescimento do nível de mão de obra no setor. Houve aumento de 0,7% em abril sobre março e, segundo o Sindipeças, é o primeiro mês após mais de 2 anos em que a base de comparação interanual mostrou variação positiva. A última vez havia sido em janeiro de 2019.

As montadoras responderam em abril por 61,5% do faturamento das autopeças, enquanto as exportações tiveram fatia de 18,7% e o mercado de reposição de 15,6%. O restante se refere a negócios intersetoriais.


Foto: Divulgação/Automec 2019