Segmento terá novos concorrentes como a Mercedes-Benz Classe X , mais novo lançamento mundial

Por George Guimarães

Se o setor automotivo comemora o tímido crescimento de 2,6% nos emplacamentos de automóveis e comerciais leves no primeiro semestre, o que dizer das montadoras que têm picapes grandes no portfólio? Sim, porque o segmento tem demonstrado bem mais fôlego do que a média do mercado e deve fechar o ano com forte recuperação. De janeiro a junho foram emplacadas 78,6 mil unidades, 13,5% a mais do que em igual período do ano passado.

No encerramento do ano, entretanto, essa evolução poderá ser ainda mais representativa. Primeiro porque o segundo semestre é historicamente mais forte no Brasil, depois porque um novo concorrente de peso, a Nissan Frontier, chegou às revendas somente no primeiro trimestre e alguns modelos tradicionais passaram por atualizações estéticas e mecânicas e surgiram até versões mais baratas de outros, como a Express da Renault Oroch, dedicada ao trabalho.

No entanto, bastaria apenas manter o ritmo de negócios dos primeiros seis meses para que o segmento supere 176,8 mil veículos em 2017, o que já seria o melhor resultado desde os 183 mil alcançados em 2013. Desde então, as vendas de picapes grandes recuaram para 120,2 mil veículos em 2014 e começaram a se recuperar a partir de 2015, com a chegada de novos concorrentes, em especial o modelo da Renault e do Fiat Toro em 2016, atual líder de vendas com 34,6 mil unidades emplacadas no primeiro semestre.

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Mais pela frente –  Hoje o consumidor brasileiro, como classifica a Fenabrave, tem onze modelos à disposição, apenas quatro deles produzidos fora do Mercosul. Até o início de 2019, porém, esse cardápio estará mais farto, já que oficialmente desde a terça-feira, 18, a Mercedes-Benz entrou para o rol dos fabricantes de picapes.

 

Em evento na cidade do Cabo, África do Sul, a montadora apresentou a versão definitiva da Classe X, a primeira picape da centenária marca alemã e que já tem seu lançamento confirmado no mercado nacional somente para o fim de 2018, início e 2019.

Isso porque a versão a ser vendida no Brasil virá de Córdoba, Argentina, produzida na planta da Renault-Nissan, empresas parceiras da Mercedes-Benz no projeto que já originou também a atual Nissan Frontier e a Renault Alaskan, que chegará ao mercado nacional um pouco antes do que a Classe X, no transcorrer do ano que vem.

A Mercedes-Benz aposta em forte incremento do segmento de picapes nos próximos anos na maioria dos mercados, algo como 43% até 2026. Por isso oferecerá o modelo nas Américas, Oceania, Oriente Médio, África e até na Europa, região normalmente mais árida para veículos de grande porte.

Para isso, concebeu várias opções, todas cabine dupla, mas com opções de motores a diesel e a gasolina, trações traseira e 4×4, e câmbios manual e automático. De cara, são três versões: uma para o trabalho, outra inclinada para o perfil off-road e uma terceira que deve agradar mais o público da marca, que combina esportividade e muito luxo.


Fotos/Arte: Fenabrave/Empresas