Por Redação

A Renault do Brasil anuncia investimentos de R$ 750 milhões no Complexo Ayrton Senna, no Paraná, que envolverão a construção de uma nova fábrica, a CIA, Curitiba Injeção de Alumínio, que iniciará produção em série já a partir de janeiro de 2018, e a ampliação da CMO, Curitiba Motores. “Nossos investimentos reforçam a importância estratégica do Brasil para o Grupo Renault e para o crescimento das nossas vendas na América Latina”, disse Olivier Murguet, presidente da Renault América Latina, após encontro com o governador do Estado do Paraná, Beto Richa, em Curitiba, na terça-feira, 1 de agosto.

Pedrucci, Richa e Murguet: importância estratégica.

Também presente na cerimônia, o presidente da Renault do Brasil, Luiz Pedrucci, destacou que a empresa mostra mais uma vez sua confiança no Brasil: “Estamos mantendo nosso plano de investimentos e de lançamento de produtos, mesmo em um cenário de instabilidade econômica. A inauguração da CIA e a ampliação da CMO aumentarão a nossa competitividade e o índice de produção local”.

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A Curitiba Injeção de Alumínio é resultado do trabalho de cerca de 2 mil pessoas, envolvendo equipes da Aliança Renault-Nissan de onze países, para a implantação das melhores práticas e tecnologias de injeção na nova unidade industrial. O resultado é uma fábrica equipada com máquinas de alta tecnologia e modernos processos de produção, em uma área construída de 14,5 mil m².

A produção em série será iniciada em janeiro de 2018, a partir de uma linha de injeção a alta pressão, para o bloco, e outra de injeção a baixa pressão para produzir o cabeçote do motor 1.6 SCe, Smart Control Efficiency, lançado no final de 2016.

Curitiba Motores – De acordo com nota divulgada na terça-feira, 1, pela Renault, o sucesso dos motores 1.0 SCe e 1.6 SCe, lançados no final de 2016, foi um dos principais motivos que levaram a empresa a planejar expansão de sua fábrica de propulsores. Inaugurada em 2001, a CMO já produziu 3,5 milhões de motores, com cerca de 40% desse total destinados à exportação.

A ampliação inclui a construção de novas linhas de usinagem de blocos e cabeçotes em alumínio e virabrequim em aço, utilizados nos motores 1.6 SCe. O motor 1.0 SCe está disponível nos modelos Sandero e Logan. Já o 1.6 SCe, além de Sandero e Logan, também equipa os modelos Duster, Duster Oroch e Captur.


Foto: Divulgação/Renault