Por Redação

A indústria brasileira de autopeças teve um aumento de 17,1% em seu faturamento líquido nominal de janeiro a julho deste ano sobre a receita registrada em iguais meses de 2016. As vendas para montadoras cresceram 33,2% no período, enquanto os negócios intrassetoriais tiveram alta de 19,7%.

Os dados foram divulgados na sexta-feira, 22, pelo Sindipeças, com base em levantamento mensal feito com 64 associadas que representam praticamente 1/3 das vendas totais do setor de autopeças no Brasil. Na reposição e nas exportações apuradas em reais registrou-se queda de 2,48% e 6,58%, respectivamente, embora em dólares as vendas para o exterior tenham crescido 6,82%.

O nível de utilização da capacidade em julho foi de 65%. As contratações subiram 1,7% tanto na comparação com junho deste ano quanto em relação a igual mês de 2016. De acordo com o Sindipeças, a produção do setor avançou 4,4% em julho sobre junho, após recuo de 6% no mês anterior. No acumulado do ano a alta da produção é de 7,1%. A receita líquida, por sua vez, subiu 3,8% em julho sobre junho, destacando-se a parcela proveniente das montadoras (6,18%) e do mercado de reposição (5,11%).

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Dentre os fatores positivos que têm impulsionado os negócios no setor, o Sindipeças destaca o aumento da produção de veículos e o avanço de 1,3 ponto do Índice de Confiança da Indústria, ICI/FGV, entre junho e julho e de 4,9% em relação ao mesmo mês de 2016.

Na comparação interanual – doze últimos meses contra os doze anteriores –, a receita do setor cresceu 21,8%, puxada pela boa performance da maioria dos canais de vendas, excetuando-se o mercado de reposição, cujo desempenho foi excepcionalmente forte em 2016 e, por isso, registra baixa de 0,6% nesse mesmo comparativo. No acumulado dos primeiros oito meses do ano em relação ao mesmo período de 2016 a receita com o aftermarket teve queda de 2,5%.


Foto: Divulgação/Nissan