Por Alzira Rodrigues

Com as exportações batendo recorde e o mercado interno com volume de venda diária próximo de 10 mil veículos, a produção da indústria automotiva brasileira registra mês a mês expansão crescente em relação ao ano passado. A alta no comparativo anual, que era de 22,4% em julho e saltou para 25,5% em agosto, chegou a 27% no acumulado dos primeiros nove meses do ano.

O índice supera a meta da Anfavea para o ano, que é de crescimento de 25,2%. A produção até setembro aproximou-se de 2 milhões de unidades – exatos 1.986.654 veículos –, contra o total de 1,56 milhão do mesmo período de 2016. Os números foram divulgados na quinta-feira, 4, pelo primeiro vice-presidente da Anfavea, Rogelio Golfarb.

Em setembro houve queda na produção de 9,2% sobre agosto por causa do menor número de dias úteis (20 contra 23), de 9,2%, com 237 mil veículos saindo das linhas de montagem. No comparativo com o mesmo mês do ano passado, quando foram produzidas 170,3 mil unidades, a alta é de expressivos 39,1%.

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O resultado dos dados positivos de exportação e mercado interno é o retorno gradativo dos funcionários que foram afastados das linhas de montagem no auge da crise, seja por meio de férias coletivas, layoff ou PSE, Programa de Seguro Emprego. Segundo Golfarb, o número de pessoas em layoff reduziu-se de 3.432 para 2964 de agosto para setembro e o de trabalhadores no PSE de 2.888 para 2.867.

De acordo com os dados da Anfavea, o nível de emprego nos últimos dois meses, de 126,3 mil empregados, é o maior desde julho do ano passado (126,9 mil). Com relação ao comportamento do mercado interno, houve queda no número absoluto de emplacamentos por causa do menor número de dias úteis – as vendas caíram 8%, de 216,5 mil unidades em agosto para 199,2 mil em setembro. Mas na média da venda por dia útil houve crescimento de 5,8% – de 9.415 para 9.961, o melhor resultado em 21 meses.


Foto: Divulgação/VW