Por Alzira Rodrigues

Após fechar 2017 com total de 2.239.403 emplacamentos e crescimento de 9,23% sobre 2016, o mercado de veículos deve continuar em alta este ano. Ao divulgar o balanço do setor na quinta-feira, 4, a Fenabrave projetou alta de 11,8% para 2018, com total de 2,5 milhões de veículos a serem comercializados internamente, incluindo leves e pesados. A entidade prevê expansão de 11,9% para o segmento de automóveis e comerciais leves, com 2,43 milhões de unidades no ano que vem, e de 8,6% no caso de caminhões e ônibus, num total de 72,9 mil unidades.

Na avaliação do presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Jr., o mercado teve uma recuperação fenomenal no ano passado e tudo indica que as vendas continuarão crescendo. “O ano começou com queda de 26% nas vendas de automóveis e comerciais leves e de 42% nas de caminhões. E terminou com altas de, respectivamente, 9,36% e 3,53%”.

Foram comercializados em 2017 total de 2.172.235 automóveis e comerciais leves, além de 52.069 caminhões e 15.099 ônibus. Todos os segmento fecharam com desempenho positivo. O mercado de ônibus expandiu-se em 10,66%. É o primeiro crescimento do setor no comparativo anual desde 2012.

As vendas em dezembro totalizaram 212.629 unidades, o que representou crescimento de 4,13% sobre as 204,2 mil unidades de novembro e de 4% sobre o mesmo mês do ano retrasado (204,34 mil unidades).

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Dentre os fatores positivos que contribuíram para maior movimento no mercado automotivo o presidente da Fenabrave destacou a queda da inadimplência, que em dezembro estava em 3,84%, e a maior oferta de crédito para o consumidor final.

Apesar de mostrar-se otimismo quanto à retomada efetiva do mercado de veículos, Assumpção Jr. disse que para recuperar o resultado recorde do setor, que foi de 3,7 milhões de emplacamentos em 2012, serão necessários mais seis ou sete anos. “Acredito que só em 2024 ou 2025 vamos retomar tal patamar”.

Por causa da crise dos últimos anos, o número de concessionárias no País foi reduzido de 7.330 pontos de venda para 6.056. “No total foram 1.890 empresas que deixaram de operar, porém outras 616 surgiram no País no, principalmente das marcas Jeep, Audi e BMW que iniciaram operações locais no período”, comentou o presidente da Fenabrave.


Foto: Divulgação/Fenabrave