Por Décio Costa| decio@autoindustria.com.br

Pablo Di Si,  presidente e CEO da Volkswagen para Brasil e Região SAM, revelou resultados positivos que a montadora já colhe com os mais recentes lançamentos da montadora, em especial, o Polo e o Virtus, parte de plano no qual pretende levar a marca novamente ao topo das vendas.

De acordo com o executivo, em janeiro, enquanto o mercado de automóveis e comerciais leves experimentou um crescimento de 22% sobre o mesmo período do ano passado, as vendas da montadoras acusaram alta de 45%. “Polo e Virtus trouxeram mais fluxo para as concessionárias, o que permitiu ganhar nesse início do ano 3 pontos de participação para 15,3% do mercado.”

Para o dirigente da montadora, a crise que a indústria automotiva enfrentou nos recentes anos anteriores, definitivamente ficou no passado e para suportar o crescimento acima dos 155 que espera em 2018 no País preparou as unidades fabris como também estreita cada vez mais relacionamento com os fornecedores.

“Em outubro do ano passado já havia colocado para a cadeia um planejamento de alta de 15% no mercado interno, mas temi por ouvir expectativas de crescimento de fornecedores abaixo das minhas. Fizemos a lição de casa e estreitamos ainda mais parcerias para evitar desabastecimento de peças, inclusive com reunião com a presença de técnicos do BNDES para ajudar em eventuais financiamentos.”

Ainda assim, Di Si lembra que tem enfrentado casos de falta de peças na linha Polo, principalmente de cluster digital, o que faz o cliente ter esperar alguns dias pelo carro. De acordo com o executivo, no entanto, o modelo tem superado as expectativas de vendas da empresa, “em apenas dois meses já o quarto carro mais vendidos do mercado e, em breve, certamente será o terceiro”.

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No ponto de vista da operação produtiva, Di Si lembra que a fábrica de Anchieta já opera em três turnos desde junho com um adicional de mais 1.000 colaboradores e a unidade de Taubaté (SP), responsável pela produção de up! e a linha Gol e Voyage, também reativou o segundo turno desde o ano passado.

Em breve, boas novas deverão soprar da fábrica de Curtiba (PR), local definido para ser a casa produtiva do T-Cross, um dos cinco SUVs dos vinte lançamentos que a marca pretende introduzir no País até 2020. (em abril, também chega o novo Tiguan, do México). Com o novo modelo, a unidade passa a operar em dois turnos e deverá absorver de volta os 550 funcionários que ainda se encontram em layoff.

Di Si também destacou objetivo da marca de levar seus produtos para além dos mercados da América Latina a partir das fábricas brasileiras da marca, “entre cinco e dez países fora da região”. Di Si não especificou os mercados, mas sinalizou países da África e do Oriente Médio como potenciais clientes.

A Volkswagen é a maior exportadora da indústria automotiva. No ano passados, os embarques da companhia somaram 163.000 unidades, volume que representou alta de 62,3% sobre as remessas do ano anterior, quando contabilizou 107.000 veículos embarcados.


Foto: Volkswagen/Divulgação