Por Alzira Rodrigues| alzira@autoindustria.com.br

As montadoras instaladas no País deixaram de produzir entre 70 mil e 80 mil veículos por causa da paralisação do transporte na última semana de maio. Todas elas ficaram pelo menos uma semana sem operar e somente na segunda-feira, 4, houve a retomada das linhas, hoje praticamente normalizadas.

Ao divulgar o balanço do setor na quarta-feira, 6, o presidente da Anfavea, Antonio Megale, estimou que serão necessários de dois a três meses para o setor recuperar a produção perdida.

“O impacto foi grande. Perdermos em torno de 25 mil unidades no mercado interno e 15 mil nas exportações. Esta semana a produção voltou ao normal e as montadoras vão tentar recuperar as perdas com hora extra, trabalho aos sábados e outras medidas do gênero. Mas a greve ainda deve refletir nos números de junho”.

Apesar dos problemas provocados pela paralisação do transporte de cargas, Megale continua apostando em um produção acima de 3 milhões de veículos este ano. A indústria automotiva continua ampliando quadro de mão-de-obra e já contratou 4,1 mil trabalhadores este ano, dos quais 600 no mês passado.

Balanço – Em função do movimento grevista, pela primeira vez no ano a indústria automotiva registrou queda em relação ao mesmo mês de 2017.

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Foram fabricados em maio 212,3 mil veículos, volume 20,2% inferior ao de abril (266,1 mil) e 15,3% menor do que o registado no mesmo mês do ano passado (250,7 mil).

No acumulado do ano, no entanto, o desempenho é positivo em 12,1%, com 1.178.166 unidades produzidas até maio, contra total de 1.050.911 veículos fabricados nos primeiros cinco meses de 2017.

O presidente da Anfavea também comentou sobre o mercado interno, destacando que maio teria sido o melhor mês do ano se não tivesse ocorrido o movimento dos caminhoneiros. O mês fechou com 201,9 mil emplacamentos, o que representou queda de 7,1% sobre abril.

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Com relação a maio do ano passado houve crescimento de 3,2% nas vendas internas e no acumulado do ano a alta é de 17%, com total de 964.722 licenciamentos no período de janeiro a maio deste ano.


Foto: Divulgação/GM