Com quedas expressivas nas exportações de autopeças para Argentina e Estados Unidos, seus dois principais mercados, a indústria brasileira de autopeças encerrou o trimestre com recuo de 15,7% nas vendas para o exterior, de US$ 1,97 bilhão para US$ 1,66 bilhão.

Em março, particularmente, as exportações recuaram 19,1% no comparativo interanual, de US$ 792,7 milhões para US$ 641,4 milhões, enquanto as importações — com destaque para as provenientes da China —, cresceram 5,2%, para US$ 2 bilhões, aumentando o déficit comercial do setor para US$ 3,6 bilhões.

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Importações de autopeças chinesas disparam em março

Também em março uma mudança relevante no ranking dos principais mercados das autopeças brasileiras (veja tabela abaixo). O México superou os EUA, ocupando a segunda colocação, com compras da ordem de US$ 71,6 milhões, alta de 33,6% sobre idêntico mês de 2025.

A Argentina se manteve em primeiro, com US$ 237 milhões e queda de 16% no comparativo interanual, e os EUA caíram para terceiro, com US$ 70,5 milhões, decréscimo de 20,8%.

No trimestre, as importações para a Argentina recuaram 23,6%, de US$ 759,6 milhões para US$ 580 milhões, e as destinadas ao mercado estadunidense caíram 30,8%, de US$ 309,7 milhões para US$ 214,4 milhões.

Em contrapartida, os negócios com o México avançaram 21,6%, saltando de US$ 144 milhões para US$ 175,2 milhões.(veja tabela abaixo).

Ao divulgar os números, o Sindipeças admitiu que a valorização recente do real pode ter contribuído parcialmente para esse cenário.

Mas o principal fator, segundo a entidade, está associado às condições adversas específicas nos dois principais destinos das exportações brasileiras de autopeças — Argentina e Estados Unidos —, que, juntos, responderam por quase metade do total exportado no primeiro trimestre.

“A recuperação gradual da economia argentina e a manutenção de sobretaxas de importação nos Estados Unidos seguem limitando o desempenho das exportações brasileiras e pressionando o déficit do setor”, destaca o Sindipeças em seu relatório da balança comercial de janeiro a março.


 

Alzira Rodrigues
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