No acumulado do primeiro trimestre, as importações de autopeças chinesas até deram uma desacelerada em relação ao ritmo do ano passado, registrando expansão de 9,1%, com quase US$ 1,23 bilhão este ano, ante total de US$ 1,12 bilhão nos primeiros três meses de 2025.

Em março, contudo, as compras no país asiático voltaram a acelerar. Cresceram 35,4% no comparativo interanual, passando de US$ 343,5 milhões no ano passado para US$ 465,3 milhões em 2026.

Segundo balanço publicado no site do Sindipeças, a participação da China nas importações brasileiras atingiu 23,1% no primeiro trimestre, alta de 9,1 pontos porcentuais em relação ao ano passado.

A aceleração das importações da China em março ocorre em paralelo à chegada de novas marcas de carros do país asiático no mercado brasileiro, em um total de 11, segundo informações da Anfavea, que também revelou aumento de 68,9% nas vendas de eletrificados chineses de janeiro a março deste ano.

Estoque de importados ultrapassa 257 mil carros, maioria chineses

China concentra um terço dos investimentos de montadoras no País

No balanço trimestral, o Sindipeças revela déficit comercial do setor da ordem de US$ 3,6 bilhões, valor semelhante ao verificado em igual período de 2025.

As exportações totais, para 170 mercados, atingiram US$ 1,7 bilhão, com redução de 15,7% sobre idêntico período de 2025. “As condições adversas dos dois maiores destinos dos embarques, Argentina e Estados Unidos, são o principal fator para a diminuição”, informa a entidade.

As importações também caíram, só que em índice menor, de 5,7%, para US$ 5,3 bilhões.  Em contraste com a alta nas compras de carros chineses, houve recuo nas importações provenientes dos Estados Unidos (menos 13,3%, para US$ 491,2 milhões), e da Alemanha (menos 3,7%, para US$ 483,3 milhões).

Especificamente em março, a balança comercial de autopeças teve déficit de US$ 1,36 bilhão, alta de 22,5% em relação ao mesmo mês de 2025 (US$ 1,11 bilhão). O resultado refletiu a combinação de queda de 19,1% nas exportações (US$ 641,5 milhões) e aumento de 5,2% das importações (US$ 2,0 bilhões).


 

Alzira Rodrigues
ASSINE NOSSA NEWSLETTER GRATUITA

As melhores e mais recentes notícias da indústria automotiva direto no sua caixa de e-mail.

Não fazemos spam!