Indústria

Rota 2030: “Texto está praticamente fechado”.

Antonio Megale, da Anfavea, garante não haver risco de o programa não sair

Por Alzira Rodrigues| alzira@autoindustria.com.br

O programa Rota 2030, ansiosamente aguardado pelo setor automotivo desde o segundo semestre do ano passado, teve as principais pendências resolvidas na semana passada e está com o texto praticamente pronto, segundo garantiu o presidente da Anfavea, Antonio Megale, na quarta-feira, 6, quando divulgou os números de produção e vendas de veículos dos primeiros cinco meses do ano.

Postergada por várias vezes, a divulgação da nova política industrial do setor estaria, assim, em vias de sair. Megale não falou em data, mas disse não haver risco de o Rota 2030 não entrar em vigor ainda neste governo. Especulações nesse sentido vêm saindo na imprensa principalmente nos últimos dias.

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“Conversei ainda hoje (quarta-feira, 6) com o Ariosto (subsecretário de assuntos econômicos do Ministério da Fazenda) e o governo nos autorizou a dizer que brevemente o Rota 2030 vai ser lançado”, comentou Megale.

De acordo com o presidente da Anfavea, houve várias reuniões na semana passada para solucionar pendências ainda existentes. A expectativa dessa forma é que haja novidades em breve.

Sobre o conteúdo do programa, Megale nada comentou desta vez. É de conhecimento público o impasse entre MDIC, Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, e Ministério da Fazenda em relação aos incentivos para investimentos em Pesquisa & Desenvolvimento, que envolveria renúncia fiscal estimada em 1,5 bilhão.

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Os aportes em P&D são fundamentais, segundo a indústria, para o setor continuar avançando em áreas como a de eficiência energética e segurança veicular. Com o Inovar-Auto, encerrado em 31 de dezembro do ano passado, o setor conseguiu uma evolução de 15,4% em eficiência energética.

“Desconheço ganho tão significativo em cinco anos (tempo de duração do Inovar-Auto) em outros lugares”, comentou Megale. “E com o Rota 2030 a proposta é avançar ainda mais. Teremos metas a serem atingidas de cinco em cinco anos nos próximos 15 anos”.


 

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