Enquanto a América do Sul perde espaço nos negócios da indústria brasileira de autopeças, o mercado norte-americano ganha ainda maior importância para o setor. As exportações para o México cresceram 46,2% no acumulado dos primeiros oito meses deste ano em relação ao mesmo período de 2017, atingindo US$ 615 milhões. Em idêntico comparativo, as vendas para os Estados Unidos tiveram alta de 17,9%, num total de US$ 930 milhões.

Com o crescimento das vendas para esses dois países, a participação da América do Norte nas exportações totais de autopeças brasileiras, que era de 26,1% nos primeiros oito meses do ano passado, saltou para 30,4% no acumulado deste ano até agosto. Em contrapartida, o mercado sul-americano teve fatia reduzida de 42,1% para 39,8% no período.

A Argentina ainda é o principal mercado dos fabricantes brasileiros de autopeças, mas as vendas para o país vizinho estão em processo de desaceleração nos últimos meses. As exportações no acumulado até agosto para o mercado argentino cresceram apenas 3,7%, num total de US$ 1,5 bilhão este ano.

Como esse índice é inferior ao da média de crescimento das vendas externas do setor, que é de 15% este ano, a participação da Argentina nos negócios brasileiros baixou de 34,2% para 29,2% no comparativo anual, conforme dados divulgados pelo Sindipeças esta semana.

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No ranking dos mercados que mais compram autopeças do Brasil, os Estados Unidos ocupam a segunda colocação e o México a terceira. Juntos, os dois países norte-americanos adquiriram mais de US$ 1,54 bilhão este ano, 27% a mais do que o valor registrado nos primeiros oito meses de 2017, de US$ 1,21 bilhão.

A Alemanha é o quarto colocado nesse ranking. As exportações para o país europeu atingiram US$ 365,1 milhões até agosto, alta de 16,6% no comparativo com os primeiros oito meses de 2017. A Europa como um todo teve participação de 20,1% nas exportações das autopeças brasileiras este ano, índice um pouco inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, que foi de 21,5%.


Imagem: Divulgação/Moura