O mercado interno de veículos fechará 2018, segundo projeção da Anfavea, com pouco mais de 2,5 milhões de licenciamentos, crescimento da ordem de 13,7% com relação ao ano passado. Ainda assim, ficará longe, bem longe, de seu melhor resultado: em 2012 a conta foi de mais de 3,8 milhões de veículos.

Isso, no entanto, não impede que algumas empresas tenham muito o que comemorar este ano. A Volvo Cars é o melhor exemplo. A marca sueca, pertencente à chinesa Geely, já estabeleceu seu melhor resultado de vendas no Brasil, onde chegou em 1991. No acumulado de janeiro até a última terça-feira, 23, negociou 5.224 automóveis e utilitários esportivos importados. O recorde anual era 5.212 veículos, alcançado em 2012.

O ritmo de crescimento da Volvo está muito acima da média do mercado: chegou a 82% nos nove primeiros meses do ano, mesmo com a desvalorização do real e as incertezas econômicas como fatores adversos principalmente para produtos importados, caso dos Volvo.

Nas três primeiras semanas de outubro, entretanto, a empresa já vendeu 684 veículos. A expectativa de seus executivos— quase certeza — é de que o recorde mensal de 778 unidades registrado em agosto será batido.

O motivo desse ritmo, mais do que a volta do consumidor às revendas e ampliação do número delas na rede Volvo, é a maior oferta de produtos e o ingresso em novas faixas de preço. De um ano para cá, a marca renovou o portfólio e, especialmente, apostou forte nos utilitários esportivos, segmento que mais cresce no mercado brasileiro e que já responde por quase um quarto das vendas de automóveis.

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O maior acerto nesse sentido foi a chegada do XC 40,  SUV compacto e mais barato, que imediatamente alcançou a condição de modelo da marca mais vendido. Em apenas seis meses — chegou às revendas em abril — foram emplacadas 1.782 unidades, 33% de tudo que a Volvo vendeu no ano.

João Oliveira, diretor comercial da marca, calcula que, mantido o atual fluxo de clientes nas concessionárias e o número de negócios fechados, a Volvo Cars ultrapassará com folga a meta de 6,5 mil veículos, quase o dobro dos 3,7 mil entregues em 2017.


Foto: Divulgação/Volvo Cars