Empresa

Foton na Ford “é pouco provável”

Representante da empresa aposta na condução dos planos originais de construir fábrica no Rio Grande do Sul

Ao ser indagado a respeito da possibilidade de ocupar a fábrica da Ford em São Bernardo do Campo (SP), Ricardo Mendonça de Barros, diretor comercial e de desenvolvimento de rede da Foton Aumark do Brasil, não deixou dúvidas sobre a fragilidade da ideia: “é pouco provável”, sentenciou. “A Ford nos procurou e, como sócios dos chineses, temos de dar uma satisfação.”

O executivo confirmou que Marcio Vita, o presidente executivo da empresa seguiu para a China para conversar a respeito do assunto, mas também com o compromisso de tratar da fase final de negociação, na qual Foton Aumark passa a ter reforço estratégico do grupo chinês.

LEIA MAIS

→Foton também revela interesse pela fábrica da Ford

→Foton reforça parceria com a matriz chinesa

Barros aposta no projeto original da empresa, com fábrica instalada em terreno próprio localizado em Guaíba (RS). “Temos um negócio para acertar que envolve compra de porcentual para, então, podermos seguir em frente. Acredito que os sócios entenderão o que significa os incentivos ganhamos por lá.”

Além de terreno comprado pela subsidiária brasileira, na época da procura por área disponível para construir fábrica, a companhia conseguiu alguma vantagem no ICMS do governo do estado. Mas com crise econômica, que derrubou o mercado de caminhões, os planos da empresa foram postergados para dias melhores.

“Se pudéssemos comprar hoje e começar a produzir amanhã teríamos uma outra realidade para pensar, mas não é caso”, avalia o diretor. “Depois, o IPTU da área da Ford é caro e o sindicato engajado. E em Guaíba não dá para esquecer os R$ 30 milhões que já investimos com as obras iniciais.”

Se ocorrer como estima Barros, as obras no terreno gaúcho serão reiniciadas em janeiro do ano quem, “a depende da entrada dos chineses”, considera. O projeto é para dar forma a uma fábrica com capacidade para 12 mil unidades/ano.

Por enquanto, a empresa produz nas dependências da Agrale os Mintruck para até 3,5 toneladas e um caminhão na faixa de 10 toneladas. “Temos novos produtos em fase de homologação, nas categorias de 2,8, 6,5 e 12 toneladas. Mas com fábrica a ideia é atuar em todos segmentos. Nos planos, até 2024 teremos também os pesados.”


Foto: Foton Aumark/Divulgação

Compartilhar
Publicado por
Décio Costa

Notícias recentes

Qual o futuro da Peugeot e Citroën na América do Sul?

Já surgem indicativos, mas a resposta definitiva só em 21 de maio, quando o CEO…

% dias atrás

Fenabrave comemora decisão do STF sobre Lei Renato Ferrari

Por unanimidade, foi considerada constitucional a legislação que regulamenta a relação concessionárias-montadoras

% dias atrás

Na Automekanica, brasileiros realizam 1.826 contatos comerciais

Balanço do Sindipeças indica venda de R$ 4 milhões na feira e encaminhamento de US$…

% dias atrás

ZF avança com a execução de aterro zero em suas unidades

Iniciativa regional se tornou compromisso global

% dias atrás

Aporte de R$ 1 bilhão da Bosch na região contempla motores elétricos

O CEO, Gastón Diaz Perez, destaca performance notável na América Latina, com receita anual de…

% dias atrás

Mercedes-Benz aproveita Agrishow para ampliar a oferta do Atego

Família de semipesados ganha o inédito 3422 6x4 e nova versão do 3033 8x2

% dias atrás