Com 3,4 mil funcionários na fábrica de Sorocaba (SP), onde introduziu o terceiro turno em novembro passado, a Toyota abriu PDV, Programa de Demissão Voluntária, no final de maio com o objetivo de atingir a meta de reduzir entre 10% e 12% o quadro de mão de obra local.

Segundo o diretor de assuntos governamentais da montadora, Ricardo Bastos, o excedente em torno de 340 funcionários será ajustado com o PDV e também com a não-prorrogação de contratos de trabalho temporário.

O ajuste na fábrica de Sorocaba, onde são produzidas as linhas Etios e Yaris, decorre principalmente da queda das exportações para a Argentina, que enfrenta forte recessão em suas vendas internas. Mas também preocupa o quadro atual da economia brasileira, que não vem reagindo conforme se esperava.

As vendas de veículos no mercado brasileiro ainda estão em alta, mas como lembra o próprio diretor da Toyota aumentaram as promoções no varejo a partir de maio, o que sinaliza que já começa a ficar difícil atrair o consumidor comum.

A alta de 12,5% no mercado interno reflete basicamente o aumento das vendas diretas, aquelas feitas principalmente no atacado, visto que as transações nas concessionárias estão praticamente estagnadas em relação ao ano passado.

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A Toyota só tem 30% dos seus negócios pautados em vendas diretas, índice que chega a 60% no caso da Fiat e está acima de 50% na Volkwagen, General Motors e Ford, dentre outras marcas.

A Toyota, inclusive, não descarta rever o terceiro turno na fábrica de Sorocaba, iniciada há apenas sete meses, mas qualquer decisão nesse sentido vai depender do desenrolar da economia brasileira. Por enquanto haverá uma adequação para diminuir um pouco a produção de cada turno.


Foto: Divulgação/Toyota